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POLÍTICA

Venâncio Mondlane anuncia apoio financeiro mensal à família de Arlindo Chissale

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O político Venâncio Mondlane anunciou a atribuição de um apoio financeiro mensal de 10 mil meticais à família de Arlindo Chissale, com o objectivo de apoiar a viúva e garantir algum suporte aos filhos.

O anúncio foi feito no início da noite desta terça-feira (06), em Nampula, durante um encontro provincial de membros e simpatizantes do partido ANAMOLA, que reuniu representantes da comunidade académica, funcionários públicos e privados, bem como membros da sociedade civil.

Na ocasião, Venâncio Mondlane, que participou de forma remota no encontro, explicou que o partido já havia atribuído um diploma de honra a Arlindo Chissale, em reconhecimento pelo seu contributo como pioneiro da formação política em Nacala, reconhecendo, contudo, que gestos meramente simbólicos não eram suficientes face à situação vivida pela família.

A decisão surge na sequência de críticas públicas dirigidas ao ANAMOLA, segundo as quais Arlindo Chissale e os seus familiares nunca teriam recebido apoio efectivo, apesar de promessas de assistência feitas a outras famílias, como as de Elvino Dias e Mano Shottas, durante o primeiro Conselho Nacional do partido.

Segundo Venâncio Mondlane, houve dificuldades iniciais em localizar a família de Arlindo Chissale. “Demos um diploma de honra ao Arlindo Chissale e procurámos a família no nosso último Conselho Nacional, mas tivemos alguma dificuldade. Ainda assim, entendemos que é preciso fazer mais do que isso”, afirmou, acrescentando que orientou a mobilizadora nacional, Elsa, e o coordenador político nacional, Castro Niquina, a procederem à localização da família.

“Assim que a família for contactada, o partido passará a atribuir uma contribuição mensal de 10.000 meticais, com o objectivo de apoiar a viúva e garantir alguma assistência aos filhos”, acrescentou.

Recorde-se que Arlindo Chissale desapareceu no fim da tarde de 7 de Janeiro de 2025, quando deixava a província de Cabo Delgado, sua terra de origem, onde residia com a segunda esposa, e seguia viagem com destino a Nacala, cidade onde vive a sua primeira mulher. Antes da partida, terá manifestado receios de estar a ser seguido, tendo regressado a casa por duas vezes. Convencido, mais tarde, de que já não se encontrava sob vigilância, embarcou num autocarro, vindo a ser raptado por homens armados na zona de Silva Macua, em circunstâncias que até hoje permanecem por esclarecer. Meses depois, surgiram informações sobre a eventual localização de um corpo associado ao caso, facto nunca oficialmente confirmado pelas autoridades.

Arlindo Chissale foi um dos pioneiros e autor da sigla ANAMAlALA, mas continuava sem reconhecimento formal no novo partido que tentou levar essa designação à legalização.

De acordo com Venâncio Mondlane, a iniciativa representa um gesto de solidariedade e responsabilidade social, visando assegurar melhores condições de vida à família de Arlindo Chissale e preservar a memória do seu contributo político. Vânia Jacinto

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