POLÍTICA
PODEMOS defende diálogo inclusivo como instrumento de participação e soluções concretas para o povo
O Partido Otimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) defendeu que o diálogo político em Moçambique é positivo e essencial para a participação democrática, mas alertou para a necessidade de garantir qualidade nas discussões e, sobretudo, a transformação das propostas em soluções concretas que respondam às preocupações reais da população.
Falando recentemente em Nampula, durante um informe à Nação, o presidente do partido, Albino Forquilha, sublinhou que os mandatários devem assegurar que todas as vozes sejam efectivamente ouvidas, evitando que o processo se reduza a formalidades sem impacto prático na vida dos cidadãos.
Segundo o PODEMOS, cabe aos signatários e aos responsáveis pelo processo acompanhar de perto o diálogo, garantindo que as ideias apresentadas sejam devidamente analisadas, consideradas e convertidas em políticas públicas ou decisões concretas, de modo a evitar que os problemas do povo permaneçam sem resposta.
“Nós, que somos signatários do acordo, não somos nós que dialogamos. Apenas abrimos a porta para que os moçambicanos dialoguem, estejam onde estiverem e pertençam à organização que pertencerem. Se tiverem uma ideia clara, dentro dos termos de referência, têm condições para a apresentar. O diálogo está a decorrer muito bem”, afirmou Albino Forquilha.
O líder do PODEMOS advertiu, contudo, que o entusiasmo em torno do processo não é suficiente, defendendo que o diálogo deve ser conduzido com atenção, rigor técnico e sentido de responsabilidade, para garantir que os instrumentos finais reflitam as necessidades concretas da população.
“Há aspectos fundamentais a que o diálogo tem de responder. Não podemos estar apenas animados com o processo; é preciso ir até ao fim e verificar se, de facto, os instrumentos aprovados e implementados respondem às razões que levaram ao início do diálogo”, reforçou.
O partido defende, por isso, que o diálogo inclusivo seja um mecanismo efectivo de participação, escuta activa e fortalecimento da democracia, assegurando que as instituições públicas estejam alinhadas com as demandas da população e contribuam para o desenvolvimento político e social do país.
“Temos de ter, de facto, o olho de ver, para que não sejamos responsabilizados amanhã por termos deixado passar instrumentos que não resolvem os problemas do povo”, concluiu o presidente do PODEMOS. Vânia Jacinto
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