SOCIEDADE
Raúl Novinte assume incapacidade e lança grito de socorros
O Presidente do Conselho Autárquico de Nacala-porto, província de Nampula, Raúl Novinte, assumiu em público que a instituição que dirige não tem a capacidade material e financeira para resolver o crónico problema de erosão e melhorar o saneamento do meio, factores que afligem a população local.
O autarca falava aos jornalistas baseados em Nacala-porto quando questionado sobre o estado em que se encontra a cidade, depois das enxurradas que se fizeram sentir.
Novinte começou a descrever que a imagem da cidade não é das melhores. As sucessivas chuvas dos últimos dias destruíram várias ruas e avenidas, incluindo muros de vedação e outras propriedades privadas.
“Quando chovesse limpávamos as ruas, mas no dia seguinte voltava a chover e tudo continuava a estar mal. Temos estradas destruídas por causa da erosão de solos”, disse, anunciando que a edilidade vai, em breve, iniciar com uma actividade acelerada de limpeza.
Referiu que o problema de erosão é do conhecimento do Governo provincial, central e até de parceiros internacionais, mas que está a ser ignorado. Trata-se de um comportamento que deixa claro que a cidade de Nacala foi abandonada para próprios nacalenses.
Fez saber que localmente não existem capacidades materiais e financeiras para resolver os problemas com que se debate a cidade de Nacala. “Queremos a ajuda dos nossos superiores. Refiro-me às entidades superiores, tal é o caso do Governo local, provincial e central, incluindo os parceiros internacionais”, acrescentou.
Explicou que, independentemente de que partido for o edil de Nacala, a região faz parte do território moçambicano, sendo que não deve ser tratada de forma diferente, o que significa que há necessidade de financiar os projectos de desenvolvimento local.
De acordo com Novinte, Nacala acolhe um porto internacional, com capacidade para manusear cerca de 100 mil BTUs de mercadoria contentorizada. A conclusão das obras de reabilitação e modernização das referidas infra-estruturas vai criar um impacto positivo, traduzido no aumento da capacidade de manuseamento, podendo sair de 100 para 250 mil contentores.
“Qual é a vantagem de modernizar o porto e ignorar o problema de erosão de solos, cujos inertes são transportados para o fundo do mar. É uma realidade que não só ameaça a cidade, mas o próprio porto”, indicou.
Referiu que quando chove todo o recinto fica cheio de lama e cheio de água. E todas as operações portuárias ficam interrompidas, pois as máquinas apresentam-se com dificuldades de serem movimentadas.
O autarca questionou por que é que não se pode investir em Nacala para erradicar a erosão, tendo em conta que aquela infra-estrutura está a dar dinheiro a diversas entidades. Concluiu reiterando que a cidade de Nacala não deve ser abandonada à mercê dos próprios nacalenses.
REDACÇÃO
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