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OPINIÃO

Bicicletas e motorizadas usadas no contrabando de madeira em Nampula

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A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) denunciou a existência de empresários madeireiros na província de Nampula que recorrem a bicicletas e motorizadas para o transporte ilegal de madeira, uma prática que dificulta o trabalho de fiscalização.

Segundo o chefe do Departamento de Fiscalização da AQUA em Nampula, Mussa Amade, apesar da redução do número de operadores madeireiros na cidade, alguns empresários que abandonaram a actividade formal continuam a financiar pequenos grupos para explorar e transportar madeira de forma ilegal.

Mussa Amade, Chefe do Departamento de Fiscalização da AQUA em Nampula.

“Os operadores madeireiros procuram sempre o lucro. Sempre que puderem omitir procedimentos ou reduzir custos para continuar a ganhar, fazem-no. O nosso papel é verificar se aquilo que é declarado corresponde à realidade e, quando há incumprimento, aplicar as respectivas multas”, explicou.

O responsável referiu que várias serrações que funcionavam na cidade de Nampula encerraram as suas actividades nos últimos anos, reduzindo significativamente o número de operadores formais no sector madeireiro.

Mussa Amade manifestou preocupação com o facto de alguns empresários estarem a financiar homens que utilizam bicicletas e motorizadas para obter e transportar madeira de forma ilegal, uma estratégia que permite contornar a fiscalização e reduzir custos.

“Ficamos preocupados quando descobrimos que alguns dos que deixaram a actividade legal financiam grupos de pessoas que usam bicicletas e motorizadas para conseguir madeira a baixo custo e de forma ilegal”, declarou.

O chefe da fiscalização da AQUA lamentou ainda o alegado envolvimento de alguns funcionários públicos nestas práticas, considerando que deveriam estar na linha da frente na defesa da legalidade e da preservação dos recursos florestais.

Para combater o fenómeno, a AQUA tem promovido campanhas de sensibilização junto de operadores, transportadores e comunidades locais. Contudo, segundo Mussa Amade, o nível de adesão ainda não é satisfatório, razão pela qual o transporte ilegal de madeira continua a ser uma preocupação na província

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