OPINIÃO
Nova esperança para a UniLúrio ou início de mais um desafio?
A exoneração de Leda Hugo e a nomeação de Eusébio Macete para reitor da Universidade Lúrio representam mais do que uma simples mudança de liderança. Após quase cinco anos de um mandato turbulento e marcado por polémicas, esta decisão abre, para muitos, a possibilidade real de renascer uma instituição que se encontrava estagnada e sem vitalidade.
A UniLúrio, que nasceu com a missão de ser um polo académico de excelência no norte do país, foi nos últimos anos perdendo o brilho e a confiança da comunidade universitária. A sua imagem ficou comprometida, a sua capacidade de atrair talento reduziu-se e o seu papel no desenvolvimento científico e social de Moçambique ficou aquém das expectativas.
O despacho presidencial é, por isso, um ponto de viragem. Vemos nele a oportunidade de a UniLúrio recuperar o rumo, resgatar a sua credibilidade e voltar a ser uma referência do ensino superior em Moçambique. A expectativa é clara: que o novo reitor devolva vida a uma universidade que muitos já consideravam adormecida, quase morta.
Mas não basta mudar de liderança. É necessário que a nova direcção saiba escutar, dialogar e unir a comunidade académica em torno de um projecto comum. É imperioso resgatar a qualidade do ensino, valorizar a investigação, reforçar os serviços aos estudantes e estreitar a ligação da universidade com a sociedade.
Apesar dos parabéns que endereçamos ao Presidente da República, que soube balancear a escolha em meio a uma disputa entre nove candidatos, importa reconhecer que não foi uma decisão fácil. Muitos já davam como certa a continuidade de Leda Hugo, que até ao fim tomou decisões estruturais que poderão assombrar a gestão do novo reitor. Ainda assim, a nomeação de Eusébio Macete, profundo conhecedor da área da saúde — um dos pilares da UniLúrio —, é um sinal de confiança renovada.
Contudo, deixamos uma chamada de atenção: é urgente rever os estatutos e as normas de funcionamento das universidades públicas. Não fica bem sujeitar candidatos a processos eleitorais, onde muitas vezes se ofendem em campanha, para no final alguém de fora ser nomeado. Este desajuste mina a confiança, fragiliza a coesão institucional e deixa a comunidade académica sem clareza sobre os critérios de liderança.
O desafio é grande, mas a esperança é maior. Acreditamos que, com visão, trabalho e dedicação, a UniLúrio pode voltar a ser motivo de orgulho para Nampula, para Moçambique e para todos os que defendem que o conhecimento é a chave do progresso.
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Anónimo
Outubro 9, 2025 at 11:22 pm
O problema da UniLúrio nāo foi a Professora Leda, muito menos do Professor Noa, ambos nomeados vindo de fora do quadro da UniLúrio. Quem mata a UniLúrio é, em.primwiro lugar, a entidade que nomeia os reitores e dá orientações, e em segundo lugar, os quadros da UniLúrio, altamente falsos. O novo reitor, se nāo desfazer os ninhos de incompetentes, falsos, gananciosos e corruptos que ocupam varias direçōes centrais e das faculdades que rodeiam o reitor, ele será traido e qualiquwrizado brevemente como Noa e Leda, independemente de toda sua competencia e boa vontade.