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OPINIÃO

Como migrar de simples perspectivas ao sucesso

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Perspectivar alguma actividade faz parte do planeamento e aproveitamento de recursos humanos, financeiros e uso correcto do tempo. Perspectivar é olhar criticamente algum trabalho a ser realizado.

Perspectivar é prever alguma actividade. Perspectivar é reflectir sobre algo que se planeja para a sua execução.  Qualquer sucesso que alguém queira alcançar exige de uma planificação.  No entanto, a planificação em si não faz milagres. Deve haver pragmatismo, investimento e execução.

Quando perguntamos um amigo quais são as suas perspectivas, por exemplo, no início de uma caminhada no ensino superior, queremos entender o que ele espera durante e depois do curso. Mas para que ele tenha boas perspectivas, deve ser optimista, crítico, determinado, ousado e aplicado.

Portanto, desejar a obtenção de bons resultados, passa pela compreensão de que haverá um processo longo e árduo.

Dependendo da situação a qual queremos perspectivar, podemos ter um ponto de vista menos optimista. Por isso, diremos que não temos boas perspectivas.

Na linguagem política, qualquer investimento, o marketing é sempre repetido: “temos boas perspectivas”.

É certo e louvável que haja optimismo.  Mas não é suficiente. Muitos projectos, programas governamentais e de alguns privados, os sonhos têm mais ruído que um ciclone, mas não surtem efeitos positivos.  Ou seja, não passam de uma tentativa fracassada.

A meu ver, o fracasso tem vários factores que pretendemos discutir para que deixemos de nos iludir.  Comecemos com três pontos, cada um com dois temas interligados.

1.Sonhar e planear

A vida começa com sonhos. Sonhar é bom porque pode ser o início de um megaprojecto. Muitas invenções surgiram de sonhos. Contudo, não é um sonho nocturno, é um sonho baseado na realidade, algum problema a ser transformado em desafio, alguma dificuldade, que desde a sua imaginação em si, já se alcança a superação.

Para que o sonho torne-se uma realidade, então, se planeia, aponta-se o caminho, busca-se meios e visualiza-se como será no futuro.

2.Investir e executar

Após o sonho e o planeamento, busca-se recursos, um investimento que permita a execução daquilo que um dia foi sonho e planeado. É o momento em que o projecto sai do papel. As teorias devem ser aplicadas. As etapas devem ser traçadas para nenhuma coisa atropelada.

A execução pode ser em estágios, parte por parte. Pode, igualmente, ser um investimento arriscado. Isto é, dependendo da grandeza do projecto,  após a compreensão da viabilidade e tomada de decisão,  arranca o negócio ou a obra com toda sua complexidade.

Todo investimento tem riscos, mas se obedecer os critérios necessários, a probabilidade de dar certo é maior. Todavia, não se pode projectar vantagens individuais sem antes obter os lucros que a maioria aguarda.

3.Colher frutos e Avaliar

O momento mais esperado é a colheita dos frutos do projecto.  Porém, não deve haver ansiedade porque há projectos que exigem mais paciência pela natureza do mesmo.

Na verdade, a hora da colheita, conforme o que foi plantado e será colhido, remete-se ao depósito, submete-se a comparação para que se avalie a qualidade, a quantidade e o valor do investimento e dos lucros.

Muitas vezes, observamos, por exemplo, os microempresários, consomem os lucros antes de venderem toda mercadoria. Isso anuncia a falência antecipada porque qualquer emergência que houver, como o lucro foi embora, a empresa não terá reservas. Logo, a falência é e será visível.

Portanto, não adianta anunciar projectos invejáveis na alegria de que haverá boas perspectivas como se fosse uma magia.

Deve haver, consciência da grandeza, dos riscos e dos desafios que devem ser enfrentados para que tudo dê certo.

Perspectivar com pragmatismo e honestidade, transparência e profissionalismo para que colha bons frutos.

Despertador dos Sonhos , Pe. Kwiriwi, CP

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