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OPINIÃO

“Deixemos a rapariga crescer”: a voz firme do Governador de Nampula

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Num tempo em que os desafios sociais exigem coragem política e sensibilidade humana, é justo reconhecer a causa que vem sendo levada às comunidades da província de Nampula Province pelo Senhor Governador, carinhosamente tratado por muitos como Tio Salim.

Em cada distrito, localidade e posto administrativo que percorre, o Governador tem sido firme numa mensagem que já ecoa como palavra de ordem: “Deixemos a rapariga crescer.” Não se trata apenas de um discurso formal. Trata-se de uma advertência clara, muitas vezes transmitida na língua local, para que ninguém alegue desconhecimento sobre os males dos casamentos prematuros.

O apelo é directo às famílias, líderes comunitários e religiosos: os casamentos prematuros roubam a infância, interrompem a educação e colocam em risco a saúde das meninas. O recente e lamentável caso de uma criança de apenas 10 anos que deu à luz no Hospital Central de Nampula é um retrato doloroso de uma realidade que precisa ser combatida com determinação.

O Governador tem advertido que quem insistir em violar a lei e desafiar as orientações será responsabilizado. A Justiça deve actuar, porque a lei existe para proteger os mais vulneráveis. A mensagem é inequívoca: proteger a criança é um dever colectivo, e permitir o casamento prematuro é comprometer o futuro da própria comunidade.

Mais do que uma campanha institucional, esta tem sido uma cruzada moral e social. Ao levar esta causa a cada canto da província, Tio Salim assume o papel de defensor da dignidade da menina moçambicana, reforçando que lugar de criança é na escola, a brincar, a crescer com saúde e segurança — não a assumir responsabilidades que pertencem ao mundo adulto.

Terminar com os casamentos prematuros não é apenas cumprir a lei; é garantir que a próxima geração tenha oportunidades reais de desenvolvimento. A província de Nampula precisa de raparigas instruídas, saudáveis e preparadas para contribuir plenamente para o progresso da sociedade.

Que esta mensagem continue a ecoar em todas as comunidades: deixemos a rapariga crescer.

Luis Vasconcelos

Um Olhar Atento

 

 

 

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