SOCIEDADE
Jota Pachoneia denuncia impedimento de comunicação, más condições de reclusão e diz ter temido pela própria vida
O activista Jota Pachoneia denunciou alegadas irregularidades durante a sua detenção ocorrida na última sexta-feira (20), afirmando ter sido impedido de comunicar com familiares e advogado, além de ter permanecido em condições que considera degradantes.
Segundo o próprio, o processo teve origem após denúncias que fez contra três jovens que considera envolvidos no assassinato de um empresário em Mossuril. Pachoneia admite que não compareceu à audição inicialmente marcada, alegando receios de segurança.
O activista afirma que temia ser vítima de emboscada caso se deslocasse ao distrito. Relata que foi detido por homens armados transportados numa viatura com identificação da Polícia da República de Moçambique (PRM), que, segundo diz, não exibiram o mandado no momento da abordagem.
Durante a custódia, sustenta que foi impedido de comunicar com familiares e advogado e que permaneceu sem alimentação até sábado à tarde. Afirma ainda que esteve em celas que descreve como sujas e com presença de ratos.
Pachoneia questiona igualmente os prazos legais da sua detenção, alegando que apenas foi ouvido na terça-feira pela Procuradoria Distrital de Mossuril.
À jornalistas, a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Rosa Chaúque, escusou-se a comentar o caso, referindo que toda a comunicação foi feita pelos órgãos competentes, numa referência ao tribunal que, segundo indicou, confirmou a legalidade da detenção.
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