SOCIEDADE
Zaqueu aponta para um futuro mais leve no bolso dos moçambicanos com isenção do IVA
O economista Domingos Zaqueu, prevê um abrandamento do custo de vida, se o governo realmente implementar a isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) nos produtos, conforme garantido pelo Presidente da República de Moçambique.
Segundo o economista, as medidas propostas pelo Presidente da República são pertinentes e surgem num momento crítico, especialmente devido à instabilidade política e económica que Moçambique enfrenta.
O economista afirma que o que os cidadãos moçambicanos realmente necessitam é de um aumento no poder aquisitivo em relação a bens e serviços, além de um crescimento contínuo da economia. Por isso, segundo ele, “essas medidas vão abrandar o custo de vida e também atrair a confiança dos investidores e empresários moçambicanos”.
Zaqueu afirma que a proposta de eliminar o IVA sobre os produtos fará com que os empresários em Moçambique consigam adquirir mais mercadorias.
“Com um aumento significativo nas aquisições feitas pelos empresários, a população mais carente conseguirá acessar a cesta básica. Isso implica que os produtos básicos tendem a ter uma redução de preço em um curto período, resultando em um maior poder de compra para esses indivíduos”, afirmou o analista, ressalvando que a diminuição nos preços também contribuirá para um fortalecimento do poder aquisitivo.
“Entretanto, é fundamental destacar que essa acção só terá um efeito mais significativo se os representantes do Estado e/ou os profissionais responsáveis por sua implementação actuarem como reguladores do mercado, uma vez que sempre haverá, como de costume, especulação nos preços”.
Domingos Zaqueu afirma que, entretanto, é fundamental considerar que essas acções não devem ser limitadas apenas aos produtos de primeira necessidade.
“É preciso ter acompanhamento gradual para que esta medida não afecte negativamente os outros produtos e/ou serviços”.
O entrevistado afirma que, embora a eliminação do IVA sobre os produtos essenciais tenha um impacto imediato após a decisão, o economista acredita que a economia deverá experimentar um crescimento gradual, com seus efeitos se manifestando no segundo semestre deste ano. Raufa Faizal
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