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OPINIÃO

Vamos Celebrar o Natal Conscientes dos Desafios de Moçambique

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O Natal é uma das festas com grande impacto, não somente religioso,  mas também, social e cultural, pois é festa dos encontros: entre o divino e o humano, entre o céu e a terra, entre os povos e as nações, entre as culturas e as etnias, entre os ricos e os pobres.

Em Moçambique, onde por algum período da história, o 25 de dezembro, era considerado,  simplesmente, “dia da família”, retirando-se a sua relevância cristã, isto é, o dia do nascimento do Menino Jesus, o povo moçambicano tem buscado reunir-se em famílias para festejar a vida.

Entretanto, com a conquista de um dos direitos que a liberdade religiosa, os cristãos têm dois dias: noite de 24 de dezembro, chamado de Noite do Natal e o próprio 25 de dezembro, Natal do Senhor. Todos esses dias são preenchidos com celebrações solenes do nascimento do Salvador do mundo.

Muitas Igrejas quer pequenas (capelas) ou grandes (sedes paroquiais) são visivelmente lotadas de fiéis, simpatizantes e curiosos.

Em que ambiente e com quais condições o povo irá celebrar o Natal de 2025?

  1. A situação delicada da paz em Moçambique

O nosso povo celebra o Natal, festa do Príncipe da Paz, Jesus Cristo, num momento que o país enfrenta a fragilidade dessa “paz”, pois os ataques armados dos chamados “machababos”, no norte de Moçambique, principalmente, em Cabo Delgado, ainda  continua.

Nas cidades cresce o desemprego no seio da juventude,  abrindo mais vulnerabilidade para ser recrutada pelos malfeitores.

Por outro lado,  há grande esforço para que o diálogo nacional seja de fato inclusivo. Todavia, algumas ONGs denunciam assassinatos e perseguições daqueles que desafiam o sistema. Neste momento que muitos correm para fazer as compras de presentes e de alimentos do Natal, há cidadãos que estão nas celas, privados de festejar com os familiares porque abriram a boca em defesa do povo moçambicano.

Como podemos celebrar o Natal, que também é dia da família moçambicana com esses e outros cenários que minam a paz?

Como podemos superar a violência dos direitos humanos se ainda encontramos muitos deslocados de guerra, sem sem projetos?

  1. O rumo de Moçambique nos próximos anos

Caminhar de mãos dadas significa aprender a escutar e perceber que alguns têm pensamentos e passos largos. Outros são menos críticos e com passos lentos. No entanto, se cada um vier para somar, a caminhada terá o mesmo destino que é o bem-estar de todos.

O nosso país tem muitos homens e mulheres que buscam contribuir positivamente na construção de um Moçambique melhor.

Como estão sendo olhados e tratados os que pensam diferentemente?

Que a diversidade de dons e talentos não seja resumida a divergências, pois o contributo de cada moçambicano e moçambicana tornará o país mais rico e próspero.

Que não seja somente uma quadra festiva de comer e beber. Tenhamos uma ocasião de reflectir sobre o futuro de Moçambique, pois é dessa forma que iniciaremos o ano de 2026 cientes dos desafios e alinhados para o combate contra todos os males que podem fragilizar a paz e a nossa moçambicanidade.

Boa reflexão, feliz Natal e que o 2026 seja de muitas bênçãos!

Servo inútil,

Pe. Kwiriwi, CP.

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