ECONOMIA
SERNIC detém jovens por mutilação e venda de ossadas em Murrupula
Dois jovens foram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), acusados de envolvimento em crimes de homicídio agravado, mutilação de corpos humanos e comercialização de ossadas no povoado de Naxaca, distrito de Murrupula, na província de Nampula.
Segundo a porta-voz do SERNIC em Nampula, Saulete Mocímboa, as detenções resultam da investigação de um homicídio recente, cujo corpo foi encontrado sem os membros superiores e inferiores, restando apenas a cabeça, circunstância que levantou fortes indícios de um crime de extrema gravidade.
No decurso das diligências, o SERNIC deteve o suposto autor material do homicídio, residente em Murrupula, que confessou igualmente o envolvimento num segundo crime, ocorrido em Julho do ano em curso, seguindo o mesmo padrão criminoso. Nesse episódio, o suspeito admitiu ter decepado membros e órgãos das vítimas com o objectivo de posterior comercialização.
“O primeiro crime levou à detenção de um dos autores, que confessou ter praticado o acto na companhia de outros comparsas, tendo recebido cinco mil meticais. Confessou igualmente que, no mês de Julho do ano em curso, praticaram o mesmo tipo de crime, em que decepavam a cabeça, retiravam os membros superiores e inferiores, bem como os órgãos genitais das vítimas, para posterior comercialização, num esquema que rendeu cerca de um milhão de meticais”, explicou a porta-voz.
O SERNIC esclareceu ainda que, para além do suposto autor material, foi detido um outro integrante da alegada quadrilha, que tinha como função guardar o dinheiro proveniente da venda das partes humanas.
As autoridades garantem que as investigações prosseguem com vista à identificação e neutralização de outros possíveis comparsas envolvidos na rede criminosa.
“É uma situação preocupante. Temos apelado constantemente aos cidadãos para evitarem este tipo de actos criminais. Trata-se de crimes graves, punidos severamente pela lei”, advertiu Saulete Mocímboa.
A corporação voltou a apelar à colaboração da população, instando os cidadãos a denunciarem qualquer movimento suspeito, sublinhando que os factos em causa configuram crimes de homicídio agravado e comércio ilegal de partes humanas.
Durante a apresentação pública dos indiciados, um dos suspeitos assumiu a autoria dos crimes, afirmando ter actuado em conjunto com outros indivíduos.
“Realmente eu matei essas duas pessoas, mas em companhia de outras pessoas. Recebemos um milhão de meticais e, por medo de levar o dinheiro para as nossas casas ou de sermos assaltados, entregámos a um senhor, pedindo que enterrasse e guardasse até ao próximo ano, para não sermos descobertos”, confessou.
Por sua vez, o outro detido negou qualquer envolvimento no caso, alegando ter sido detido enquanto exercia a sua actividade de mototaxista.
“Eu não sei o que estou a fazer aqui. Fui apanhado ontem a trabalhar como táxi-mota no cruzamento do Warestá. Nunca vi esse senhor na minha vida. A primeira vez que o vi foi ontem, quando veio com a polícia para me deter”, declarou. Vânia Jacinto
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