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ECONOMIA

Crianças exigem ser ouvidas e pedem escolas seguras em Nampula

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Crianças da província de Nampula defendem a necessidade de serem incluídas nas decisões que afectam as suas vidas, exigindo escolas seguras, protecção contra a violência e o fim dos casamentos prematuros.

As reivindicações foram apresentadas esta segunda-feira (15), durante uma conferência de auscultação de crianças e raparigas, realizada no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo. O encontro foi organizado pelo Fórum da Sociedade Civil para os Direitos das Crianças (ROSC), Okhala W’amiravo e pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE).

A iniciativa teve como objectivo garantir que as preocupações das crianças sobre temas como violência, indústria extractiva, insegurança, justiça e políticas eleitorais sejam consideradas nos processos de decisão que vão moldar o futuro do país.

Em representação das crianças, a presidente do Parlamento Infantil da Província de Nampula, Katija de Amade, afirmou que os menores continuam a ser excluídos de decisões que lhes dizem directamente respeito.

“Muitas vezes, os adultos decidem coisas importantes sem nos ouvir, mesmo sendo nós quem vive essas decisões todos os dias. Quando falamos, não é apenas para reclamar, é porque queremos contribuir, participar e ajudar a construir soluções”, disse.

Katija sublinhou que as crianças aspiram a viver num ambiente seguro e digno.

“Sonhamos com escolas seguras, onde possamos aprender sem medo, e com comunidades onde sejamos protegidas, respeitadas e ouvidas. Queremos crescer num país onde nenhuma criança sofre violência, abuso ou discriminação”, afirmou.

A líder infantil alertou ainda para as dificuldades enfrentadas por muitas crianças no dia-a-dia.

“Muitas sofrem violência, outras são obrigadas a casar cedo, há quem enfrente assédio nas escolas ou abandone os estudos por falta de condições. Algumas carregam traumas causados por conflitos e insegurança”, denunciou.

Por sua vez, a representante do ROSC, Belmira Mondlane, explicou que a COTE confiou ao ROSC e ao Okhala W’amiravo a missão de facilitar e amplificar a voz das crianças e raparigas no processo do Diálogo Nacional Inclusivo.

“As crianças não são apenas beneficiárias de políticas públicas, são sujeitos de direitos e agentes activos na construção do futuro. A voz da criança conta e deve ser ouvida com atenção, valorizada e integrada de forma concreta nos processos de reflexão e decisão nacionais”, sublinhou. Vânia Jacinto

 

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