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Protestos se transformam em caos: Manifestantes voltam a incendiar sedes da FRELIMO e Polícia furiosa fere 26 pessoas em Namialo
Os manifestantes que apoiam o candidato presidencial Venâncio Mondlane são acusados de assaltar e queimar, no último fim-de-semana, a sede do partido FRELIMO e mais três residências de singulares no Posto Administrativo de Namialo, no distrito de Meconta, na província de Nampula. Como resultado dos tumultos, mais uma vez a Polícia usou a sua força violenta de repressão tendo culminado com o ferimento de 26, com balas reais.
Ainda com as manifestações, a Polícia da República de Moçambique deteve 47 indivíduos, só no Posto Administrativo de Namialo, o principal centro comercial do distrito de Meconta.
Os tumultos de Namialo vieram confirmar o alastramento e intensidade das manifestações que já saem dos principais centros urbanos da província–Nacala e capital provincial–para as zonas mais afastadas das cidades.
Dércio Samuel, chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula, ainda em Namialo os manifestantes teriam colocado barrigadas, condicionando a livre circulação de pessoas e bens, vandalizaram centros comerciais e tentaram sem sucesso paralisar a vila do Posto Administrativo.
O acto semelhante, segundo Dércio Samuel, ocorreu no distrito de Mecubúri, onde os manifestantes, cuja militância é atribuída ao partido PODEMOS, vandalizaram as instalações da Secretaria do Posto Administrativo local, a sede do partido FRELIMO sendo que nesta última os manifestantes pilharam todos os bens que se encontravam no interior.
Ainda em Mecubúri, o mesmo grupo incendiou duas residências pertencentes a igual número de membros da PRM. “Em consequência dos actos de vandalismo, tivemos o registo de um ferido grave, em conexão com o caso houve detenção de sete indivíduos”, frisou.
A Polícia diz que vai continuar a primar pela sensibilização para desencorajar as pessoas na adesão das manifestações e demais greves ilegais ao nível da província de Nampula, por forma a evitar a onda das manifestações e, consequentemente, feridos e mais danos a avultados.
As autoridades policiais reafirmaram o compromisso de proteger a população, trabalhando em coordenação com outras instituições da administração da justiça, para garantir que a província de Nampula não seja palco de perturbações da ordem e segurança públicas. Losângela Mussa
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