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POLÍTICA

Ossufo Momade diz que 2025 foi um ano de crise profunda em Moçambique

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O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) considera que o ano de 2025 foi marcado por uma crise profunda em Moçambique, reflectida na fome, na guerra, na falta de salários, na escassez de medicamentos e no agravamento generalizado das condições de vida da população.

Falando no encerramento do ano político, durante uma conferência de imprensa realizada na cidade de Nampula, o líder da RENAMO, Ossufo Momade, afirmou que o país atravessou um período particularmente difícil, com impacto directo na vida das famílias moçambicanas.

“Foi um ano marcado por dúvidas e preocupações, por crises profundas e por desafios que testaram a nossa capacidade de resistência como nação. A fome continua a ser uma chaga em várias regiões do norte, centro e sul do país”, afirmou, sublinhando que milhares de famílias enfrentaram escassez de alimentos.

Segundo o dirigente político, esta realidade afectou sobretudo crianças e jovens, comprometendo o futuro de muitas famílias. “Esta situação não é apenas estatística, é sofrimento humano e dignidade ferida”, disse, alertando para o impacto social prolongado da crise.

A RENAMO aponta a guerra no norte do país como um dos principais factores do agravamento da situação, referindo que o conflito iniciado em Cabo Delgado se estendeu para Nampula e Niassa, provocando mortes, deslocações forçadas e atrasando o desenvolvimento das regiões afectadas.

No sector social, o partido denunciou a escassez de medicamentos nos hospitais públicos e o atraso no pagamento de salários em várias instituições, considerando estes factores como fontes de instabilidade social e sofrimento das famílias. “Muitos cidadãos sentiram que o Estado não esteve presente no momento da sua maior necessidade”, afirmou Momade.

A RENAMO referiu ainda que 2025 ficou marcado por dificuldades no sector da educação, corrupção, acidentes de viação e pelos efeitos das mudanças climáticas, como cheias e secas, que afectaram diversas províncias do país.

Apesar do cenário descrito, Ossufo Momade defende que 2026 deve ser um ano de viragem, assente na união dos moçambicanos, no combate à fome, no fim da guerra no norte do país, no pagamento pontual de salários e na melhoria dos serviços de saúde e educação, sublinhando a necessidade de restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado. Vânia Jacinto

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