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Nanhupo Rio vive sob medo permanente devido à ausência de posto policial

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A população da localidade de Nanhupo Rio, no distrito de Mogovolas, vive um clima de medo e insegurança provocado pela ausência de um posto da Polícia da República de Moçambique (PRM), situação que tem contribuído para o aumento da criminalidade, envolvendo sobretudo menores de idade.

O posto policial de Nanhupo Rio foi vandalizado e os agentes atacados no auge das manifestações pós-eleitorais, em Dezembro de 2024, tendo ficado inoperacional. Desde então, apesar de o edifício se manter de pé, a comunidade permanece sem presença permanente das forças da ordem, ficando vulnerável a diversos tipos de criminalidade.

Segundo relatos de residentes ouvidos pela nossa equipa de reportagem, a falta de policiamento deixou a população sem mecanismos de controlo e de resposta imediata às ocorrências criminais, que se tornaram frequentes na localidade.

Felipe Rodrigues, um dos moradores, manifesta profunda insatisfação e recorda que, no passado, a presença da polícia ajudava a conter a criminalidade e a disciplinar os jovens.

“Estamos a ter dificuldades, porque antes éramos ajudados sempre que surgia um crime. A polícia conseguia educar os jovens e havia controlo da situação. Hoje estou muito insatisfeito, porque já não temos socorro nenhum. Não há controlo e os bandidos fazem o que quiserem”, afirmou.

Outra residente, Maria Felipe, descreve um ambiente de medo constante, agravado pelo facto de os alegados autores dos crimes serem crianças e adolescentes.

“Assim, sem posto policial, não vivemos bem. Vivemos com medo todos os dias. O pior é que aqueles que nos amedrontam são crianças. Não sei se são mandadas por pessoas mais velhas ou não, mas a verdade é que não estamos bem”, disse.

A fonte apela ao regresso urgente da polícia à localidade, alertando para a vulnerabilidade da população em situações de emergência.

“Peço que a polícia volte aqui, porque se acontecer algo perigoso, não vamos conseguir fugir. Eu já sou maior de idade, imagine os outros.”

Por sua vez, Calisto Muicuche afirma que a insegurança é generalizada e que o aumento da criminalidade tem provocado conflitos entre os próprios moradores.

“A população não está segura. A situação não está boa para o povo. A criminalidade aumentou, não existe respeito entre as pessoas e muitas acabam por se vingar com as próprias mãos, e isso não pode continuar assim.”

Muicuche defende que a presença das autoridades é essencial para restaurar a ordem, garantir a segurança e preservar a dignidade da população, apelando às entidades competentes para que tomem medidas urgentes com vista à reinstalação de um posto policial em Nanhupo Rio, como forma de travar o avanço da criminalidade e devolver a tranquilidade à comunidade. Vânia Jacinto

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