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Larde vive uma crise sem precedentes de medicamentos
O Distrito de Larde, na província de Nampula, atravessa uma grave escassez de medicamentos devido à destruição e incêndio recente do armazém distrital de medicamentos por manifestantes que apoiam Venâncio Mondlane.
Os dados foram divulgados pelo administrador Felisberto Ali em sua declaração durante a reunião do Comité Operativo de Emergência, realizada no último fim-de-semana na cidade de Nampula.
Devido à escassez de medicamentos nos hospitais da região, o administrador informou que actualmente todos os pacientes que buscam atendimento nas instituições de saúde do distrito estão saindo sem os remédios necessários. Ele afirmou que algumas unidades de saúde ainda têm alguns fármacos disponíveis, mas em quantidade limitada, e esses medicamentos foram obtidos antes da destruição do depósito distrital.
“Nós tivemos uma situação, um grupo de manifestantes queriam atravessar para Topuito, isso no quarto dia das manifestações e a nossa força impediu atravessar a margem, naquela altura em que o grupo regressava, a nossa Força ficou convencida que eles já voltaram para as suas casas, entretanto se distribuíram, um grupo foi vandalizar o tribunal judicial e outro grupo foi queimar o armazém de medicamentos do centro de saúde distrital. Neste momento as pessoas vão para os centros de saúde, recebem aquilo que existe na farmácia, o perigo é de esgotar o que temos e não ter o que dar aos pacientes”, relatou Felisberto Ali, preocupado com a situação.
Larde é um dos distritos impactados pelo ciclone tropical Chido. O administrador do distrito expressa preocupação devido à falta de medicamentos para tratar os pacientes. Ele teme que o ciclone possa piorar a situação, já que, conforme as suas declarações, o sector de saúde não conseguirá oferecer os cuidados necessários aos doentes que poderão necessitar de ajuda devido ao desastre, além do risco de surgimento de novas enfermidades em decorrência da emergência.
“É um perigo enorme, porque imagina que agora tenhamos uma situação igual a Mogovolas, ter casos de cólera, não vamos ter como tratar, teremos prejuízo muito enormes, porque não há medicamentos como eu disse, nem sequer uma aspirina”.
Além dos armazéns e do tribunal judicial danificados por simpatizantes de Venâncio Mondlane na região, o administrador relatou que os manifestantes também incendiaram o edifício do serviço de actividades económicas, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, além de residências de vários membros do governo e duas sedes do partido FRELIMO.
“O sistema de fornecimento de energia em Mucuali, também foi destruído. Portanto, é uma catástrofe para nós. Foram destruídas muitas coisas, os serviços agora se concentraram no edifício da Secretária distrital, porque os serviços não podem parar”, revelou o administrador de Larde, Felisberto Ali. Vânia Jacinto
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