ECONOMIA
Jovens da Zona Norte exigem políticas juvenis funcionais e participação real nas decisões públicas
Os jovens da Zona Norte defenderam, esta terça-feira (09), a necessidade urgente de políticas juvenis mais funcionais e ajustadas aos desafios actuais, com especial destaque para emprego, educação, segurança e participação efectiva nos processos de tomada de decisão. A posição foi apresentada durante um encontro regional promovido pelo Parlamento Juvenil, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, que reuniu representantes de plataformas juvenis, activistas e académicos das províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia.
Durante os debates, Dionísio Raimundo Graciano, da Plataforma de Jovens Líderes da Zambézia, afirmou que a juventude continua afastada dos espaços onde se definem prioridades de desenvolvimento, apesar de constituir a maioria da população. Para o representante, a ausência de mecanismos claros de consulta pública e inclusão real alimenta um clima de frustração.
“A juventude continua afastada dos espaços onde se definem as prioridades de desenvolvimento, porque não existem mecanismos claros de consulta pública e de inclusão real. Isso cria um sentimento crescente de frustração e desconfiança. Os jovens sentem que as decisões continuam a ser tomadas longe das suas realidades e necessidades. É preciso que a nossa voz seja efectivamente considerada nos processos que definem o futuro do país.”
Graciano alertou ainda que diversas acções governamentais chegam às comunidades sem que os jovens tenham sido previamente ouvidos, resultando em programas que “não respondem às necessidades reais do terreno”. Na sua visão, políticas concebidas de forma distante tendem a falhar ou gerar baixa adesão.
Por seu turno, Mito Carvalho, director executivo da Associação Okhala Wamiravo, sublinhou que a participação juvenil deve ser prática e contínua, e não apenas simbólica.
“A participação juvenil não pode ser simbólica, tem de ser prática. Os órgãos locais precisam criar agendas permanentes de diálogo com as organizações juvenis, e não apenas encontros esporádicos ligados a datas comemorativas.”
Já Osvaldo Boaventura, coordenador do Parlamento Juvenil do Niassa, destacou o desemprego como o maior factor de vulnerabilidade da juventude no Norte do país, facilitando a exposição a influências negativas e situações de risco.
“Se não tivermos oportunidades, continuaremos expostos a influências negativas e a caminhos perigosos”, alertou, apelando à criação de programas de estágios, formação técnica e empreendedorismo adaptado ao contexto local.
No encontro, os participantes reiteraram a necessidade de fortalecer a educação, garantir oportunidades iguais e consolidar estruturas comunitárias que apoiam o desenvolvimento juvenil. Para eles, um futuro mais inclusivo só será possível quando a voz dos jovens deixar de ser periférica e passar a ocupar o centro das decisões públicas. José Luís
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