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ECONOMIA

273 novos professores graduam-se nos IFP de Nampula e Marrere

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Um total de 273 formandos dos Institutos de Formação de Professores (IFP) de Nampula e Marrere concluiu, esta quarta-feira (10), o curso de Professores do Ensino Primário e Educação de Adultos (12+3 anos). Dos recém-graduados, 151 são do IFP Nampula e 122 do IFP Marrere, reforçando o quadro de docentes preparados para servir em comunidades urbanas e rurais da província.

Durante a cerimónia, o director do IFP Marrere, Herculano Nicorisse, destacou o papel central do professor na formação do “novo homem”, sublinhando que as responsabilidades sobre o sector aumentam a cada ano.

“Temos aos graduados perceber que os profissionais de ensino são os mais exigidos, e essas exigências tendem-se pelo facto de este ser uma classe cuja responsabilidade é vital na formação do homem no âmbito de ser social”, afirmou.

O director apelou ainda para que os novos professores assumam uma postura dinâmica e cientificamente preparada no processo de ensino, reforçando o compromisso com o desempenho pedagógico.

“Esperamos que se entreguem à nobre causa do ensino e dominem conhecimentos científicos e metodológicos, que tenham capacidade crítica e reflexiva para enfrentar vários desafios que se relacionam com as crianças e o compromisso com todos os intervenientes ao vosso redor, a fim de alcançarem com sucesso o fim da escola, que é a aprendizagem dos alunos”, referiu.

Entre os recém-graduados, Eduardo João Inácio disse sentir-se preparado para aplicar na sala de aulas o que aprendeu ao longo da formação.

“A minha expectativa é de ensinar os conhecimentos que aprendi na formação. O meu maior desafio foi estudar sem parar porque, na formação, não é como na escola secundária. Aqui requer esforço e dedicação. Daqui pretendo ensinar o conhecimento que acatei. Aos pais e encarregados, que continuem a encorajar os alunos a ir à escola.”

Para Edson Benjamin Agostinho Luís, ensinar é mais do que uma carreira: é uma missão de responsabilidade social.

“Ensino de qualidade é transmitir conhecimento às crianças. Eu, como professor, devo tentar ser inclusivo para incluir as crianças nas actividades. Dependendo da situação, devo implementar estratégias que aprendi durante o curso. Mesmo sem salário, o professor deve manter-se na sala de aulas porque o conhecimento não se impede. Jovens, estudem, esforcem-se. Esta vitória não é minha, é de Moçambique.”

Em representação da turma, Leia António Amade lembrou o percurso desafiante que marcou a formação e reafirmou o compromisso dos novos docentes com a educação.
“Este marco não é individual, mas pertence a um apoio conjunto. Lembramos como foram os primeiros dias, como foi difícil: noites perdidas, consolidar a vida académica e social. Mas superamos cada desafio e consolidámos a certeza de que a docência é uma missão de fé e persistência.”

Leia reforçou que os novos professores estão preparados para servir em qualquer ponto do país, independentemente das condições.

“A sala de aula será um novo universo de possibilidades. Um educador não é apenas quem ensina, mas quem inspira, ouve e acredita no potencial do outro. Estamos cientes dos desafios — da assimetria entre o campo e a cidade, da escassez de recursos, de uma sociedade mais exigente. Queremos manifestar o interesse em trabalhar em qualquer parte deste nosso belo e vasto Moçambique.” Zeferino Jumito

 

 

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