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ECONOMIA

Giquira promete levar Ecram Construções à justiça por má qualidade da 2.ª faixa da Eduardo Mondlane

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O presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, anunciou que irá responsabilizar a empresa Ecram Construções, encarregue da asfaltagem da segunda faixa da Avenida Eduardo Mondlane, pela má qualidade da obra e pelo abandono antes da sua conclusão. A declaração foi feita na quarta-feira (27), durante a III sessão ordinária da Assembleia Municipal.

Giquira explicou que a sua gestão herdou uma situação preocupante, uma vez que os pagamentos à empresa já tinham sido feitos na totalidade pelo executivo anterior, sem que houvesse a entrega formal da obra. “Encontrámos a avenida Eduardo Mondlane neste estado. Procurámos explicações no gabinete do município, mas não havia documentação suficiente. Chamámos o empreiteiro e verificámos que ele próprio elaborou o projecto e o orçamento, e o conselho municipal da altura aceitou, sem um cronograma claro. Apesar de já ter recebido o valor total, a obra não foi concluída e não existem documentos que comprovem a sua entrega”, afirmou.

O edil garantiu que, caso não haja entendimento com a construtora para a conclusão da empreitada, serão responsabilizados tanto os gestores municipais que autorizaram os pagamentos antecipados como a própria empresa contratada. “Queremos obras de qualidade dentro da nossa cidade e não aceitaremos este tipo de negligência”, sublinhou.

Por seu lado, Yazido Muhidine, relator da comissão de manutenção e obras da bancada da RENAMO, contestou as declarações de Giquira, assegurando que toda a documentação referente à obra foi devidamente entregue durante a transição de pastas. “Na passagem das pastas, todos os documentos necessários foram transferidos para a nova edilidade. Caso haja dúvidas, basta consultar o antigo presidente Paulo Vahanle, que está na cidade, ou os técnicos que trabalhavam naquela altura. Esta questão da Eduardo Mondlane é mais política do que técnica”, considerou.

Apesar da crítica, Muhidine concordou com a necessidade de responsabilizar a empresa, defendendo que a justiça deve ser chamada a intervir. “Mesmo sendo a RENAMO a governar, tomaríamos as mesmas providências, porque não se justifica que uma estrada de tamanha importância fique nessas condições”, concluiu. Isabel Abdala

 

 

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