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POLÍTICA

Ex-guerrilheiros da RENAMO acusam delegada provincial de Nampula de ordenar mortes em Nacala-Porto

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RENAMO só irá pronunciar-se na próxima sexta-feira sobre o caso

Um grupo de ex-guerrilheiros da RENAMO denunciou, esta quarta-feira (13), a morte de três membros e o ferimento grave de outros oito, alegadamente a mando da delegada política provincial do partido, Abiba Aba. As vítimas teriam sido atacadas com catanas na cidade portuária de Nacala, num episódio que os denunciantes classificam como “acto bárbaro e politicamente motivado”.

A conferência de imprensa foi convocada por antigos combatentes da RENAMO para repudiar a violência interna que, segundo afirmam, está a crescer sob a liderança de Ossufo Momade. Em nome do grupo, Deolinda Paulo acusou Abiba Aba de ter “ordenado a compra de catanas na cidade de Nampula” para executar os ataques.

“Foram assassinados três membros e outros oito ficaram gravemente feridos por contestarem a liderança sem visão para o crescimento do partido”, declarou.

Segundo Deolinda, uma das vítimas mortas era Ernesto Velino, desmobilizado e segurança da delegação distrital de Nacala desde a era de Afonso Dhlakama. A porta-voz apontou ainda nomes de supostos envolvidos no ataque, afirmando que o caso foi reportado à Procuradoria, mas sem avanços.

“Apelamos à justiça, à sociedade civil e aos académicos para que ajam. É lamentável ver a democracia ser destruída por interesses pessoais, esquecendo o sacrifício de milhares de moçambicanos”, disse.

Delegada não se pronunciou, mas fonte próxima nega

Até ao momento, a delegada provincial Abiba Aba não reagiu às acusações. O Rigor tentou, sem sucesso, obter a sua versão dos factos — os telemóveis encontram-se desligados e o porta-voz, Nelson Carvalho Miguel, escusou-se a comentar, remetendo para uma conferência de imprensa agendada para sexta-feira, 15 de Agosto.

No entanto, uma fonte próxima de Abiba Aba negou categoricamente as acusações, classificando-as como “infundadas” e provenientes de “pessoas desesperadas que querem forçar mudanças”. A mesma fonte acrescentou que “em Nacala não houve nenhuma execução” e que “uma brigada do partido trabalhou no local” recentemente. Isabel Abdala e Faizal Raimo

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