POLÍTICA
Governador de Nampula afasta-se de declaração que ligou permanência da FRELIMO ao “regresso de Jesus Cristo” e pede desculpas à Igreja Católica
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, distanciou-se publicamente das declarações do secretário provincial da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLIN), que, num evento recente, afirmou que a FRELIMO iria governar “até ao regresso de Jesus Cristo”.
Em visita à residência episcopal, Abdula apresentou pessoalmente um pedido de desculpas ao arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, sublinhando que o gesto era feito “em nome do Conselho Executivo Provincial e do partido FRELIMO”, e não apenas a título pessoal.
“Nós não aceitamos este tipo de comparações. Não é estatutário, não é constitucional. O nosso governo e o nosso partido governarão enquanto o povo assim o decidir. Não fazemos, nem aceitaremos, comparações com Jesus Cristo ou qualquer profeta. O Estado moçambicano é laico e isso significa respeitar todas as religiões e credos”, declarou.
O governador frisou que a relação entre o governo provincial e a Igreja Católica tem sido “aberta, respeitosa e sem interferências políticas”, acrescentando que as palavras do dirigente da ACLIN foram proferidas “em nome pessoal” e não representam a posição oficial das instituições.
Arcebispo considera gesto “louvável” e apela ao perdão
Dom Inácio Saúre elogiou a iniciativa do governador, classificando-a como “louvável e humilde”, e reiterou que as declarações do dirigente da ACLIN foram “infelizes” e constituíram “um insulto a Cristo”.
“Nem Jesus Cristo, nem a Igreja que Ele fundou, estão ao lado de qualquer partido. A minha orientação é clara: nunca vingança. Mesmo aquele que não pediu desculpas, consideramos sempre nosso irmão. O perdão é o caminho”, afirmou o arcebispo.
O líder religioso disse ter aceite integralmente o pedido de desculpas e aproveitou para reforçar a importância do diálogo e do respeito mútuo entre as instituições do Estado e as confissões religiosas. Faizal Raimo
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Domingos Castelo César
Agosto 15, 2025 at 6:01 pm
As palavras do representante da ACLIN não são mera coincidência apesar do Governador foi pedir desculpas ao Arcebispo de Nampula em nome da Igreja Católica.
O que ele falou é o que eles têm partilhado quando eles estão entre eles. E ele mal conseguiu assegurar o coração e explodiu.
És a razão desde 1994 negam sair do poder mesmo sabendo que perderam.
Se é pedido de desculpas, porque não foi o mesmo representante da ACLIN?
A FRELIMO como partido e não como Movimento de Libertação de Moçambique, está mais que claro que foram e se possível seram.assim.