POLÍTICA
Estádio da Machava Rebatizado como “Estádio da Independência Nacional” no Cinquentenário da Liberdade
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou, esta quarta-feira (25), que o lendário Estádio da Machava, na cidade de Maputo, passa a chamar-se Estádio da Independência Nacional, em homenagem à proclamação da soberania moçambicana feita nesse mesmo local, há 50 anos, por Samora Moisés Machel.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros na sua 22.ª Sessão Ordinária, realizada no dia 24 de Junho, e visa eternizar o espaço como símbolo nacional da liberdade e da unidade do povo moçambicano.
“O estádio deixa de ser apenas uma referência arquitectónica ou desportiva. É agora, oficialmente, o verdadeiro berço da nossa independência nacional”, declarou Chapo, perante milhares de moçambicanos, dirigentes e convidados internacionais.
Segundo o Presidente, a mudança de nome tem um valor patriótico, pedagógico e simbólico: “Queremos que esta arena se transforme num espaço de cidadania, de memória histórica e de renovação do compromisso com os ideais de liberdade, soberania e justiça social”.
O Estádio da Machava foi inaugurado em 1968 e tornou-se, a 25 de Junho de 1975, palco da proclamação da independência por Samora Machel, num momento que ficou gravado na memória colectiva dos moçambicanos. “Moçambicanos, operários e camponeses, em vosso nome, o Comité Central da FRELIMO proclama solenemente a independência total e completa de Moçambique”, disse então Samora, numa das frases mais icónicas da história do país.
Cinquenta anos depois, Daniel Chapo considera que a decisão de rebatizar o estádio é um acto de justiça histórica. “É uma marca indelével que as gerações futuras irão reconhecer como o ponto de viragem para a dignidade do nosso povo”, sublinhou.
Durante a cerimónia, o Presidente destacou também que o Estádio da Independência Nacional deve tornar-se espaço de referência para actividades culturais, desportivas, educativas e patrióticas, resgatando o seu papel central na construção da identidade nacional.
“O nome que agora atribuímos é um acto de memória, mas também de compromisso com o futuro. Que este estádio continue a ser o ponto de encontro entre a nossa história e o sonho de um Moçambique próspero e unido”, concluiu. Faizal Raimo
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