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POLÍTICA

Mais de 120 Veteranos da Luta de Libertação Nacional Condecorados em Nampula

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No âmbito das celebrações dos 50 anos da independência nacional, 122 veteranos da Luta de Libertação Nacional foram condecorados oficialmente esta quarta-feira, na cidade de Nampula, como reconhecimento pelo seu papel histórico na conquista da liberdade do povo moçambicano.

A cerimónia foi presidida pelo Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira, que destacou o simbolismo da data e a importância de se valorizar os heróis enquanto ainda estão vivos. A entrega das Medalhas de Veterano da Luta de Libertação Nacional foi descrita como um gesto de profunda gratidão pela bravura, entrega e sacrifício dos combatentes, muitos dos quais iniciaram a sua participação ainda na juventude.“O sacrifício consentido por vós em prol da causa do povo permitiu alcançar o principal objetivo: libertar o homem e a terra, e edificar uma nação una, indivisível, livre e soberana. As nossas felicitações por este feito”, afirmou Plácido Pereira no seu discurso oficial.

Durante a intervenção, o Secretário de Estado reafirmou o compromisso do Governo em continuar a honrar e valorizar todos aqueles que contribuíram para a construção da nação moçambicana. Sublinhou ainda que os valores demonstrados pelos combatentes devem inspirar a superação dos novos desafios do país:“Resgataremos o vosso exemplo de patriotismo, dedicação, entrega e unidade na diversidade. Tal como na luta pela independência política, só com esses valores fortalecidos poderemos alcançar a independência económica.”

A cerimónia também serviu para recordar os lemas que guiaram a luta de libertação – “Estudar, Produzir e Combater” – e para reforçar que, 50 anos depois, Moçambique enfrenta uma nova batalha: a luta contra a pobreza, o terrorismo, a corrupção, a desnutrição e outros males que afetam a sociedade.“A independência económica é a nova luta, a nova epopeia libertadora para os próximos 50 anos. Esta é, tal como a anterior, uma luta do povo. Todos devemos nos engajar enquanto moçambicanos patriotas, independentemente da filiação partidária, origem social, étnica ou racial”, frisou Pereira.

Os veteranos também deixaram mensagens emocionantes dirigidas às novas gerações, apelando à juventude para preservar os valores da unidade nacional.

José Pedro Coça, um dos veteranos homenageados, emocionou-se ao recordar o papel dos jovens na luta contra o colonialismo:“É muito bonito que o povo moçambicano reconheça que houve jovens que se sacrificaram. Tivemos figuras como o doutor Eduardo Mondlane, Samora Machel, Jacinto Veloso, entre outros. A operação colonial durou 500 anos, e foi graças a jovens preparados psicologicamente que conseguimos alcançar a independência.”

Coça deixou ainda um apelo direto à juventude atual:“Os jovens de agora devem saber que nada vem de graça. Tudo exige esforço. Devem trabalhar, não vandalizar o que foi construído. Moçambique é deles, e cabe-lhes preservá-lo e fazê-lo crescer.”

Também distinguido, Mário Pulica Calambo destacou o significado da condecoração:“Este reconhecimento simboliza o trabalho e a luta pela libertação nacional. Hoje, o desafio é consolidar a independência alcançada há 50 anos, com união e muito trabalho.” Vania Jacinto

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