SOCIEDADE
Comunidade Muçulmana de Nampula doa mais de 30 toneladas a vítimas do ciclone Jude
Menos de 72 horas após o apelo do Governador de Nampula à solidariedade para com as vítimas dos eventos climáticos que atingiram a província, a Associação Mahometana Seita Sunni–Nampula respondeu com prontidão à causa. A organização doou mais de 30 toneladas de produtos alimentares e materiais de construção para apoiar os afectados pelo ciclone Jude.
Segundo dados mais recentes, pelo menos um milhão de pessoas tiveram de ser reassentadas na sequência da passagem do ciclone pela província de Nampula.
A doação inclui: 1.283 rolos de oleado para cobertura; 1.900 sacos de farinha de milho; 100 sacos de arroz (25 kg); 125 sacos de arroz (10 kg) e 100 sacos de açúcar.
O presidente da Associação Mahometana Seita Sunni, Abdul Kader Nasser, explicou que os produtos foram mobilizados com muito amor e solidariedade, com o objectivo de aliviar o sofrimento das famílias que perderam tudo devido ao recente desastre natural.
“Sabemos que esta doação pode não ser suficiente para todos os afectados, mas acreditamos que aqueles que forem beneficiados terão algum alívio no seu sofrimento”, afirmou.
Ele acrescentou: “Em nome dos muçulmanos, através da Associação Mahometana de Nampula, trazemos um gesto de apoio, um símbolo de compaixão e responsabilidade. As consequências do ciclone Jude foram profundas: muitas famílias perderam casas, bens e, infelizmente, algumas perderam os seus entes queridos. Como comunidade muçulmana, não podíamos ficar indiferentes. Por isso, mobilizámo-nos com humildade e organizámos a entrega de mais de 30 toneladas de produtos essenciais destinados às vítimas desta calamidade.”
O Governador de Nampula, Eduardo Abdula, elogiou a iniciativa da Associação Mahometana e indicou imediatamente os distritos de Mogincual, Mogovolas e Angoche como destinos dos donativos.
“Tenho que dizer que este é um gesto grande, e só pode vir de pessoas de bem, de bom coração, com sentido de humanidade. Muito obrigado”, declarou pedindo ainda que a entrega seja feita de forma organizada:
“Queremos que a entrega e distribuição destes produtos seja feita em parceria com os governos distritais. Sugerimos que a comunidade crie uma comissão que acompanhe de perto o processo, para testemunhar in loco que o sacrifício feito por vocês está, de facto, a chegar aos seus destinatários.”
Eduardo Abdula reconheceu que, embora as quantidades não sejam suficientes para todos os necessitados, a ajuda vai aliviar significativamente o sofrimento das populações nos distritos beneficiários. Daniela Caetano
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