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Ordem dos Advogados em Nampula repudia distorção de informações por parte da imprensa

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O Conselho Provincial da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), em Nampula, manifestou publicamente o seu repúdio face à alegada distorção de informações feita por alguns órgãos de comunicação social, relativamente a declarações prestadas pelo advogado Dr. Isalde Soquir.

Segundo o comunicado da OAM, o Dr. Soquir foi entrevistado no âmbito de uma actividade promovida pela Rede Moçambicana de Defensores de Direitos Humanos (RMDDH), relacionada com o apoio jurídico gratuito a manifestantes detidos na província. Durante a entrevista, o advogado abordou o crescente número de violações dos direitos humanos em Nampula, incluindo detenções ilegais, e destacou o direito à defesa como um princípio constitucional, essencial e inegociável.

O Conselho afirma que as declarações do advogado foram distorcidas, apresentando informações que nunca foram ditas. A OAM esclarece que o Dr. Soquir apenas mencionou o número aproximado de casos acompanhados pela Ordem, dos quais muitos terminaram em absolvição por insuficiência de provas. Qualquer outra informação divulgada, segundo a instituição, é considerada “mera fabricação”.

Face à situação, a OAM de Nampula pondera avançar com um processo contra o jornalista e o órgão de comunicação envolvido, exigindo uma retractação pública das alegadas falsas informações, que, segundo a instituição, prejudicam a imagem e a integridade da Ordem dos Advogados.

No entanto, o comunicado não menciona o nome do jornalista nem o órgão de comunicação social em causa, limitando-se a referir-se genericamente a “alguns jornais e jornalistas”.

Por fim, o Conselho informou que, até ao momento, não há relatos de ameaças ou coações a advogados em resultado do seu exercício profissional.  Faizal Raimo

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