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ECONOMIA

Comércio informal cresce nos passeios da cidade de Nampula

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Aumenta, a cada dia, o número de vendedores informais que ocupam ruas e passeios na cidade de Nampula, dificultando a circulação de peões e levantando preocupações de segurança entre os munícipes.

As principais artérias da cidade encontram-se cada vez mais congestionadas devido à instalação de bancas improvisadas ao longo dos passeios. Para muitos cidadãos, circular a pé tornou-se um desafio diário, sendo frequentemente obrigados a dividir espaço com viaturas na faixa de rodagem, situação que eleva o risco de acidentes.

Alguns vendedores ouvidos pela nossa equipa afirmam que continuam a ocupar espaços considerados inapropriados devido à falta de vagas nos mercados formais.

“Estou a vender aqui na estrada há meses. Não tenho alternativa. Estou à procura de dinheiro para comer. Se estamos aqui é porque não há um mercado grande que nos acolha”, afirmou Juma Genete, comerciante.

Outros apontam o desemprego como um dos principais factores por detrás do crescimento do comércio informal e apelam às autoridades para que invistam em soluções estruturais que criem oportunidades de trabalho.

“É constrangedor circular nessas ruas. Há quem pense que todos ali são ladrões, mas é falta de oportunidades para os jovens. Por um lado é perigoso, porque passam carros e pode acontecer um acidente. Por outro, eles não têm um lugar fixo para vender. As pessoas já se habituaram àquele ponto porque é onde passam mais clientes. Se o Conselho Municipal cobra taxas às pessoas que estão ali, então também tem responsabilidade. Antigamente, quando eram encontrados ali, levavam as mercadorias. A maioria são pais de família desesperados”, comentou o cidadão Yuran Ilardo.

Os munícipes manifestam preocupação com a desordem e os riscos associados, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Defendem, por isso, uma solução equilibrada que garanta condições dignas de trabalho aos vendedores, sem comprometer a livre circulação e a segurança pública.

“Estou aqui há dois meses. Para mim é normal vender na estrada porque não tenho outro lugar. No mercado central não há espaço, por isso ocupamos aqui”, disse Rajabo Araújo, vendedor.

Para outros comerciantes, a situação reflecte o agravamento das dificuldades económicas enfrentadas pela população.

“A vida está difícil. Os mercados estão cheios e nós estamos a batalhar para comer”, declarou Wilson Marcelo Alberto.

A ocupação desordenada dos passeios afecta também a imagem urbana da cidade. Para alguns analistas locais, o aumento do número de vendedores informais pode estar directamente associado ao crescimento do desemprego juvenil.

 

 

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