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Nampula regista baixa demanda nos transportes inter-distritais
Nampula regista uma baixa demanda por transportes inter-distritais que ligam os distritos turísticos da Ilha de Moçambique, Nacala-Porto e Mossuril, em relação aos anos anteriores.
A queixa é de alguns transportadores nas rotas que ligam os referidos distritos considerados preferenciais durante a transição do ano.
Segundo os transportadores, tudo indica que a intensa violência das manifestações que se vivem em Moçambique, seja a razão para a baixa procura.
Os transportadores, por essa razão, consideram a passagem de 2024 para 2025 como atípica em Nampula.
Alberto José, motorista de transporte semi colectivo na rota Nampula-Nacala, comentou em uma entrevista ao Rigor que, embora ainda haja passageiros que desejam viajar, a demanda não se compara à do ano anterior, quando era bastante alta e os veículos não permaneciam parados por muito tempo na estação.
“Ano passado haviam mais passageiros, este ano também tem, mas há fraqueza devido ao conflito, eu não estou reclamando, acredito que teremos dias melhores”, comentou José.
Uma passageira que encontramos na paragem de transportes que funciona junto da estação de comboios dos CFM na cidade de Nampula, quando acabava de chegar de Monapo, partilhou as suas impressionantes reflexões: “As pessoas estão com medo de viajar, por exemplo, eu, meus filhos, era para virem passar o final do ano aqui na cidade de Nampula, mas não conseguiram viajar devido ao medo, esse medo surgiu a partir de mim mesma, e se vim aqui para voltar hoje, é porque tinha que tratar um assunto muito pertinente”, relatou a mulher.
O presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, afirma que a província de Nampula está vivenciando, de facto, um fluxo atípico se analisado com relação aos anos anteriores.
Embora a situação possa ser decorrente da escassez de clientes devido ao receio das manifestações, Vasconcelos ressalta que também há uma quantidade limitada de transportes dispostos a realizar as viagens, considerando a crescente depredação dos semi-colectivos pelas acções dos manifestantes.
Além das rotas entre distritos, Vasconcelos menciona que a situação também impactou os transportadores que se deslocam para outras províncias.
“Neste preciso momento, temos também muita falta de procura da parte de passageiros das rotas inter-provinciais, lembrar que estás rotas, o Governo deu um bónus de redução de 10 por centos, mas mesmo assim, as pessoas estão receosas a viajar devido às manifestações violentas que têm acontecido”, disse Vasconcelos. Celso Alfredo
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