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Venâncio Mondlane revela os termos do diálogo com o Presidente e apela ao fim da violência.
Um dia depois do encontro com o Presidente da República de Moçambique, Venâncio Mondlane revelou os pontos principais do diálogo com o chefe de Estado e ordenou aos seus seguidores que cessassem imediatamente as perseguições e a violência contra as forças de defesa e segurança, incluindo os membros do partido Frelimo.
Segundo Venâncio Mondlane, não só a violência e as perseguições infligidas pelos seus seguidores devem parar, como também a violência estatal contra os seus apoiantes e/ou manifestantes.
“Felizmente, Daniel Chapo, que lidera o governo, teve uma boa postura. Chegámos a consensos em pontos que considero importantes”, começou por elogiar Venâncio Mondlane, acrescentando: “Concordámos ser urgente acabar com todo tipo de violência. Tanto a violência que os jovens que se dizem apoiantes de Venâncio têm sofrido, como também a violência contra os polícias, membros do partido Frelimo e todos os que não concordam connosco. Este é, sem dúvida, um dos pontos cruciais do diálogo.”
Venâncio Mondlane clarificou que participar do diálogo não significava abandonar a sua causa, mas sim reconhecer que este é um passo importante para a pacificação do país.
O ex-candidato presidencial informou os seus seguidores que outros encontros estão previstos: “Este foi apenas o primeiro encontro. Vamos continuar com os outros, desde que os termos de referência que apresentei sejam discutidos e colocados sobre a mesa.”
Ainda no contexto do diálogo com o Presidente da República, Venâncio Mondlane disse que chegou ao consenso de que é essencial garantir tratamento médico gratuito a todos os que sofreram durante as manifestações. Ele sublinhou que, além dos empresários e das empresas, é fundamental atender as pessoas directamente afectadas, incluindo agentes da polícia e as famílias dos membros do partido Frelimo. Para Mondlane, essas pessoas precisam de ajuda imediata, incluindo tratamento médico especializado.
Ele também afirmou que outro ponto de consenso foi a necessidade de compensar as vítimas de assassinatos, oferecendo assistência social às suas famílias, e reforçou a importância de fornecer apoio psicológico a todos os afectados. Quanto aos detidos, Mondlane defendeu que eles devem ser libertos por meio de um indulto. Além disso, mencionou que foi criada uma equipa para monitorar se os acordos firmados estão a ser cumpridos de forma eficaz. Faizal Raimo
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