SOCIEDADE
“Vamos mostrar que Nampula é maior e melhor”, Eduardo Abdula na despedida dos artistas à XII Edição do Festival Nacional da Cultura
Numa despedida marcada por emoção, humor e apelos à responsabilidade, o governador Eduardo Abdula incentivou os artistas que irão representar Nampula na XII Edição do Festival Nacional da Cultura, a decorrer de 18 a 22 de Agosto de 2025, na província de Tete, a demonstrarem, dentro e fora do palco, que a província “é maior e melhor”, independentemente dos prémios que possam conquistar.
O encontro decorreu antes da partida da delegação, onde Abdula, num tom descontraído, começou por partilhar um episódio pessoal:
“Quando estivesse com o casaco aqui, com o blusão, vocês iam ver o frio que eu apanhei. E juro-vos, acreditem, filhos, gostaria de ir com vocês, gostaria de estar nesta viagem com vocês. Vai ser muito animado.”
O governador pediu “conduta e comportamento exemplares” durante todo o evento, sublinhando a importância de representarem bem Nampula.
“Vamos trabalhar com urbanidade, fazer amizades com outras províncias, trocar experiências e aprender. Vamos ouvir dos outros o que podemos acrescentar na nossa província para garantir um verdadeiro desenvolvimento sustentável, sobretudo na actividade cultural. Crescer com sustentabilidade e de forma sólida, para nunca mais decrescer.”
Abdula recordou que a delegação leva consigo “o fardo e a responsabilidade de sete milhões de habitantes” e frisou que ser maior e melhor “não é pelo lugar ou classificação”, mas pelo significado de representar a província mais populosa do país.

Delegação de artistas de Nampula, acompanhada pelo governador Eduardo Abdula, pronta para seguir rumo a Tete para a XII Edição do Festival Nacional da Cultura.
“Já ganhámos só pelo facto de termos sido escolhidos. Nos dias em que lá estiverem, vou estar na televisão e nas redes sociais a acompanhar a par e passo os vossos trabalhos. Não fiquem preocupados se não trouxerem taça. Para mim, vocês já são ganhadores. As classificações são só números. Nampula é campeã.”
Com um discurso leve e bem-humorado, Abdula aconselhou prudência e alegria durante a viagem. Pediu que os participantes enviassem mensagens sobre o percurso e que encarassem eventuais falhas logísticas “culturalmente ou na brincadeira”.
“Meninos, juízo. Meninas, cuidem destes meninos. Quando começarem ali a fisgar as meninas de teto, digam: é casado esse? Está certo. Sorriam muito, contem anedotas, brinquem.”
O governador lamentou não ter sido convidado para a viagem. “A directora só me deixou o chapéu”, mas garantiu que estará a torcer pelo grupo. Pediu ainda ao motorista “condução prudente” e que, no regresso, o informem com antecedência para, se a agenda permitir, recebê-los pessoalmente.
Com esta despedida calorosa, Eduardo Abdula deixou claro que, mais do que medalhas ou troféus, a missão dos artistas é levar o nome de Nampula ao país com dignidade, talento e espírito de união. Redacção
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