POLÍTICA
Suíça reforça Nampula como zona prioritária da cooperação há mais de 45 anos
A província de Nampula continua a assumir-se como uma das principais prioridades da cooperação suíça em Moçambique, com programas de apoio que se estendem há mais de quatro décadas e abrangem áreas como agricultura, formação profissional, transformação alimentar e apoio aos municípios.
A posição foi reafirmada pelo embaixador da Suíça em Moçambique, Nicolas Randin, após um encontro com o Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, durante a sua primeira visita oficial à região desde que assumiu funções em Setembro do ano passado. Segundo o diplomata, Nampula permanece no centro das estratégias da cooperação suíça devido ao seu peso demográfico e aos desafios socioeconómicos ainda existentes. “Estamos a trabalhar aqui há mais de 45 anos e continuamos porque é uma província com grande população e também com níveis de pobreza que exigem atenção”, afirmou.
Durante o encontro institucional, o embaixador destacou que a cooperação suíça aposta em programas de longo prazo, com ciclos que podem chegar a dez anos, defendendo que o desenvolvimento sustentável exige continuidade e paciência. “A nossa maneira de trabalhar não é a curto prazo. A formação, o crescimento das empresas e a entrada no mercado levam tempo”, sublinhou.
Além do apoio aos municípios e à descentralização, a cooperação suíça tem actuado na cadeia de valor agrícola, procurando identificar dificuldades na produção, transformação e comercialização dos produtos locais. O diplomata explicou que a estratégia passa por intervenções descentralizadas e ajustadas às necessidades das comunidades, incluindo iniciativas ligadas à formação profissional e ao fortalecimento das economias locais.
Com um orçamento anual estimado em cerca de 25 milhões de dólares para Moçambique, a Suíça trabalha com diferentes parceiros — desde organizações locais e internacionais até entidades governamentais — garantindo flexibilidade na implementação dos programas. Segundo Nicolas Randin, o investimento é distribuído entre várias províncias, incluindo Nampula e Niassa, consideradas zonas prioritárias da cooperação.
Questionado sobre os desafios das infra-estruturas, sobretudo as estradas que condicionam o escoamento da produção agrícola, o embaixador reconheceu que o tema é sensível, mas explicou que projectos de grande escala nessa área são geralmente apoiados através de bancos multilaterais, como o Banco Mundial ou o Banco Africano de Desenvolvimento.
Apesar dos desafios, o diplomata manifestou satisfação com a evolução da província e reiterou a intenção de continuar a reforçar parcerias que promovam o desenvolvimento económico e social. “Estamos felizes com o que vemos aqui e queremos continuar a apoiar”, afirmou. Faizal Raimo
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