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SOCIEDADE

Sociedade civil reconhece avanços na governação municipal de Nampula, mas pede mais inclusão após dois anos

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A Associação de Paralegais para o Apoio e Assistência ao Desenvolvimento Sustentável da Comunidade (APAADEC) e a organização Solidariedade Moçambique (SoldMoz) reconhecem avanços pontuais na governação do autarca Luís Giquira ao longo de dois anos de mandato, embora considerem que ainda persistem desafios estruturais na gestão municipal.

Entre os progressos assinalados, a APAADEC, através do seu presidente, Sismo Eduardo, destaca melhorias na mobilidade urbana, sobretudo com a reabilitação de algumas vias na zona cimento, apontando diferenças em relação à governação anterior. Como exemplo, refere a reconstrução da estrada do Matadouro, que liga a Universidade Católica de Moçambique à Academia Militar, passando pelo famoso mercado do Matadouro, considerada um passo importante para facilitar a circulação na cidade.

Sismo Eduardo

“Há uma diferença comparativamente ao outro governante, mas não vou dar nota 20. Há reabilitação de algumas estradas, como aquela que liga a Academia Militar à Universidade Católica de Moçambique. Isso é um bom começo, mas é no centro da cidade. O maior trabalho do município tem que ser feito nos bairros, onde as pessoas também pagam impostos”, sublinhou.

A organização Solidariedade Moçambique também reconhece avanços, mencionando intervenções urbanas e a chamada “libertação de Nampula”, ainda que sublinhe que os resultados precisam de ser ampliados para alcançar toda a cidade.

“Em termos de avanços, destacamos a libertação de Nampula. No entanto, ainda há muito a ser feito, inclusive dentro da zona urbana. É preciso direccionar esforços para as áreas periféricas, que também compõem a cidade”, afirma a organização.

António Mutoua

Para a APAADEC, desafios como a ausência de vias de acesso adequadas, a fraca recolha de resíduos sólidos, limitações no saneamento e dificuldades no abastecimento de água mostram a necessidade de uma gestão mais integrada do território municipal. O presidente da associação, Sismo Eduardo, aponta ainda alguns episódios que, na sua visão, revelam fragilidades administrativas, mencionando a expulsão de 101 trabalhadores e alegados sinais de irregularidades em concursos de contratação, aspectos que considera merecer maior clarificação institucional.

Já a Solidariedade Moçambique entende que o edil pode fortalecer a sua actuação adoptando uma visão mais abrangente e inclusiva da cidade. O director executivo da organização, António Mutoua, destaca que a degradação das vias nas zonas periféricas, aliada à necessidade de melhorar a comunicação com os munícipes e ampliar os espaços de diálogo com a sociedade civil, continua entre os principais pontos de atenção.

A organização defende ainda maior transparência na partilha de informações sobre projectos, mercados, serviços municipais e processos administrativos, acreditando que uma comunicação mais aberta poderá reforçar a confiança entre o município e os cidadãos. Vânia Jacinto

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