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SOCIEDADE

Sismo Eduardo aponta serviços públicos nos bairros como solução para retirar vendedores das ruas de Nampula

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O comércio informal continua a marcar o dia a dia das principais avenidas e praças da cidade de Nampula. Entre sol, poeira, chuvas e a vigilância constante da fiscalização, homens e mulheres dependem das ruas para garantir o sustento das suas famílias.

O Conselho Municipal tem reforçado operações de retirada, alegando a necessidade de ordem urbana. No entanto, para o analista social Sismo Eduardo, estas medidas não resolvem o problema. “Este movimento do município não vai combater a venda informal enquanto não se criarem condições nos bairros. É preciso serviços básicos, mercados de qualidade, centros de saúde equipados, esquadras policiais e vias de acesso funcionais. Só assim a cidade ficará descongestionada e a rua deixará de ser a única opção para milhares de famílias”, afirmou.

As vozes dos vendedores confirmam essa realidade. Dona Mariamo Amisse, que vende hortícolas na Avenida do Trabalho, contou que enfrenta perdas constantes devido ao clima e à concorrência desleal. “Trabalhamos com produtos frescos e o sol ou a chuva estragam logo. Aqui é duro, mas se sairmos não temos movimento e ficamos sem sustento”, disse.

Na avenida Paulo Samuel Kankhomba, Geraldinho resumiu o dilema vivido por muitos comerciantes: “Não estamos na rua por querer. Estamos porque não temos dinheiro para pagar um espaço formal. Se nos tirarem daqui sem alternativa, é como não termos o que comer amanhã.” Assane Júnior

 

 

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