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ECONOMIA

Shakeel Ahmad monta o seu “onze” para transformar Nampula num polo de desenvolvimento

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O presidente do Conselho Empresarial Provincial (CEP) de Nampula, Shakeel Ahmad Janmahomed, apresentou esta sexta-feira (09) a nova equipa de dirigentes, com a missão de transformar a província num polo de desenvolvimento económico, assente numa liderança orientada para resultados, ética institucional e impacto efectivo para o sector privado.

Falando durante a cerimónia de empossamento, realizada na cidade de Nampula, Shakeel Ahmad exortou os novos presidentes de pelouros e dirigentes distritais a assumirem uma liderança responsável, focada em resultados concretos e na defesa firme dos interesses do empresariado.

No seu discurso, o dirigente deixou claro que a equipa agora em funções não foi escolhida para ocupar cargos simbólicos, mas para cumprir uma missão estratégica de transformação económica da província.

“Hoje não celebramos cargos. Celebramos responsabilidade. Não entregamos títulos; confiamos missões. Cada um dos empossados passa a ser guardião de áreas estratégicas para o desenvolvimento económico da nossa província”, afirmou.

Durante a cerimónia foram empossados Riukssat Ali Moti Hassin, como presidente do Conselho Empresarial Distrital de Nacala-Porto; Momade Assamo Valy, no pelouro de Finanças, Contabilidade e Aduaneiro; Bhavin Manharlal, no pelouro do Comércio, Serviços e Segurança; Chissungue Haje António, no pelouro de Planificação do Desenvolvimento do Capital Humano e Conteúdo Local; Angélica Abdul Camal Ali, no pelouro da Mulher e Jovens Empresários, PMEs e Empreendedorismo; e António da Costa Guimarães, no pelouro das Indústrias Criativas e Culturais.

O presidente do CEP sublinhou que o Conselho Empresarial deve afirmar-se como um instrumento activo de resolução dos problemas que afectam os empresários, rejeitando uma actuação limitada ao discurso.

“O CEP não é um clube de discursos. É uma oficina de soluções. É onde o sector privado se organiza, fala com uma só voz e constrói pontes com o Estado, os parceiros e as comunidades”, declarou.

Reconhecendo os desafios estruturais que condicionam o crescimento económico de Nampula, Shakeel Ahmad apontou a informalidade persistente, os elevados custos de operação, as dificuldades de acesso ao financiamento e as fragilidades logísticas como entraves que exigem respostas firmes e coordenadas.

“Não podemos gerir estes desafios com rotina. Precisamos de liderança com coragem, disciplina e visão. Menos reuniões, mais resultados. Menos promessas, mais entregas”, enfatizou.

O dirigente apelou ainda a uma actuação coesa da nova direcção, lembrando que os pelouros não devem funcionar de forma isolada ou competitiva.

“Os pelouros não competem entre si, complementam-se. O sucesso de um é o sucesso de todos. Um CEP forte só é possível com unidade estratégica e institucional”, frisou.

No mesmo discurso, Shakeel Ahmad foi taxativo ao definir o tipo de empresariado que pretende ver fortalecido em Nampula, sublinhando que a defesa do sector privado deve caminhar lado a lado com princípios éticos.

“Representamos empresários, mas também representamos valores: legalidade, transparência, responsabilidade social e patriotismo económico. O desenvolvimento que não respeita princípios é frágil e passageiro”, advertiu.

Entre as prioridades anunciadas, destacou o lançamento de uma campanha de adesão de novos membros, com vista a reforçar a representatividade do CEP.

“Apelamos à divulgação dos benefícios de os empresários e associações se juntarem ao CEP. Temos uma gestão autónoma, justa e transparente e estamos determinados a defender, com prioridade, os interesses do sector privado”, afirmou.

No encerramento, o presidente do CEP reiterou o apelo à acção imediata, sublinhando que a nova direcção deve transformar o potencial económico da província em resultados concretos.
“O mandato começa hoje. O tempo de agir é agora. Queremos um sector privado que gere lucro, mas também emprego, dignidade e esperança, e que faça de Nampula um verdadeiro polo de desenvolvimento”, concluiu.

Membros da equipa prometem empoderamento feminino, dinamização económica e valorização da cultura

No pelouro da Mulher, a vice-presidente Angélica Abdul Camal Ali afirmou que a sua prioridade será actuar com seriedade e responsabilidade numa área que considera sensível, atendendo ao papel central da mulher na sociedade moçambicana. Segundo explicou, a mulher é simultaneamente chefe de família, empreendedora e pilar da economia, pelo que o seu empoderamento deve assentar em ética, credibilidade e dinamismo. Um dos principais desafios, disse, passa por incentivar as mulheres a acreditarem nas suas capacidades e a abraçarem o empreendedorismo como via de fortalecimento da economia provincial, nacional e internacional.

Por sua vez, Riukssat Moti, presidente da Conselho Empresarial na cidade de Nacala, que exerceu funções interinas durante dois anos, afirmou assumir o cargo num contexto de desafios económicos, mas com perspectivas animadoras. Entre as prioridades apontadas estão a dinamização do turismo e do comércio na cidade portuária. O dirigente reconheceu, entretanto, preocupações relacionadas com a segurança, sublinhando que decorrem acções conjuntas com as autoridades policiais para travar a onda de assaltos, sobretudo a camiões de carga.

No domínio da cultura e das indústrias criativas, António da Costa Guimarães defendeu a necessidade de combater o preconceito em torno da arte e promover um trabalho cívico que permita mudar mentalidades, garantindo que a cultura chegue a todos os cidadãos. Entre as metas anunciadas constam a criação de projectos de valorização dos artistas e a ampliação do acesso à arte na província. Vânia Jacinto

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