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SOCIEDADE

Padre Kwiriwi alerta para “colapso institucional” com a nomeação de Namashulua

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O padre missionário e académico Kwiriwi alertou para um possível “colapso institucional” em Moçambique, defendendo que a nomeação recorrente de figuras associadas a polémicas para cargos de destaque pode agravar a perda de confiança da população nas instituições do Estado.

As declarações surgem na sequência da nomeação de Carmelita Namashulua para o cargo de Inspectora-Geral do Estado, órgão criado para reforçar os mecanismos de fiscalização, auditoria e promoção da integridade na Administração Pública.

Em entrevista ao Jornal Rigor, Kwiriwi afirmou que a escolha de Namashulua frustrou as expectativas criadas em torno do novo organismo, sobretudo devido às polémicas que marcaram a sua passagem pelo Ministério da Educação, incluindo os erros nos livros da 6.ª classe e os conteúdos de educação sexual da 7.ª classe.

“A trajectória da Carmelita Namashulua teve muitos problemas, muitos erros, principalmente no Ministério da Educação, com crises constantes, problemas envolvendo professores e uma péssima qualidade de ensino. Por isso, não se esperava que pudesse chefiar um organismo em que se almeja algo melhor”, declarou.

O religioso apontou ainda o crescente descontentamento em sectores como saúde, educação e infra-estruturas, defendendo que a ausência de respostas claras do Estado perante as crises nacionais está a fragilizar a confiança pública.

“Tudo isso leva-nos a questionar se não estaremos a caminhar para um colapso do Estado. Este é um sinal de alerta que deve obrigar-nos a repensar a forma como queremos construir um Moçambique melhor”, afirmou.

Mais detalhes podem ser consultados na edição em PDF. Solicita através de jornalrigor@gmail.com

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2 Comments

2 Comments

  1. Fidel

    Maio 23, 2026 at 1:46 pm

    Olhando a realidade de Moçambique no modo geral não há ou não houve futuro seja na educação ou seja em toda setores. Penso que os responsáveis não estão para educar mas por interesse pessoal. Os alunos que não estudam as escolas que não têm caráter que são as salas. O povo que paga matrícula com uma taxa tão elevada. Os alunos/as que sofrem nas salas de aulas. Deus me livre quando eu recordo as palavras do presidente eleito por CNEA, cada aluno/a tem que contribuir 50mts cada mês onde vem isso? Educação em Moçambique não há nada. Somente digo socorro Moçambique a educação é a base de todos os setores.

  2. Joaquim Nhamire Huo

    Maio 24, 2026 at 9:16 am

    Inspecção-Geral do Estado a serviço da carpintaria política

    O problema político moçambicano não está na falta de planos, mas na cultura de poder que dispensa explicação e responsabilização. Os relatórios e avaliações produzidos pelo governo não são instrumentos de fiscalização, mas peças de propaganda que legitimam a autoridade do partido. A FRELIMO continua a ser o núcleo decisório, e qualquer promessa de mudança permanece formal, confinada à superfície.

    Quando o partido é carpinteiro e o Presidente é madeira, a Inspetora-Geral torna-se ferramenta dessa carpintaria política. Não fiscaliza: legitima. Não protege o bem comum: reforça a obra partidária. O resultado é um Estado moldado para satisfazer os apetites do partido, enquanto a confiança pública se dissolve.

    Assinado:
    Joaquim Huo (Quilambo)

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