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POLÍTICA

SdE de Nampula diz que “2025 foi marcado por factores adversos”

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O Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, reconheceu que o ano de 2025 foi particularmente desafiante para a governação provincial, marcado por múltiplos factores adversos que condicionaram a execução das actividades públicas.

Falando na abertura da Segunda Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços de Representação do Estado, alargada aos administradores distritais, o dirigente afirmou que “este ano foi caracterizado por diversos factores adversos, que impactaram grandemente e negativamente no desempenho da província”.

Entre os principais constrangimentos, destacou as manifestações ocorridas em quase todos os distritos, que resultaram na destruição de infraestruturas administrativas e afectaram directamente a prestação de serviços públicos. “Isto culminou com a destruição de infraestruturas de suporte do funcionamento da própria administração”, disse, acrescentando que a situação teve implicações na qualidade do atendimento ao cidadão.

Segundo revelou, em vários pontos da província os serviços continuam a funcionar em condições precárias. “O serviço público é prestado em tendas, é prestado em sítios improvisados”, afirmou.

O dirigente referiu ainda que o ano foi marcado por eventos climáticos extremos e pelos efeitos indirectos do terrorismo em Cabo Delgado, com repercussões em distritos como Memba e Eráti, além da presença de deslocados internos em vários pontos da província.

Outro factor apontado foi a aprovação tardia do Programa Quinquenal do Governo e do Plano Económico e Social (PES) 2025, situação que condicionou a libertação de recursos. “Por ser o primeiro ano do ciclo de governação, também determinou a libertação tardia dos recursos planificados”, explicou.

Apesar dos desafios, o Secretário de Estado considerou que houve avanços relevantes. “Podemos constatar que alcançamos indicadores encorajadores”, disse, sublinhando o papel dos parceiros e dos diversos sectores no alcance dos resultados.

Instabilidade política e ciclones fragilizam receitas locais em Nampula

A instabilidade política e os eventos extremos registados em 2025 tiveram impacto directo na arrecadação de receitas locais na província de Nampula, revelou o Secretário de Estado, Plácido Nerino Pereira, durante o balanço do Plano Económico e Social.

Segundo explicou, os distritos e postos administrativos foram os mais afectados. “A instabilidade política teve um impacto negativo na colecta de receitas, sobretudo nos distritos e postos administrativos”, afirmou.

Apesar das dificuldades locais, a província conseguiu cumprir ligeiramente acima da meta global de receitas, graças ao desempenho das alfândegas. “Conseguimos cumprir, um pouco acima da meta, mas isto é sobretudo por causa da receita colectada pelas alfândegas”, esclareceu.

Os ciclones Dikeledi, Chido e Jude agravaram o cenário económico ao destruírem infraestruturas sociais e produtivas. “Os ciclones causaram destruição de infraestruturas sociais e económicas”, destacou.

De acordo com a avaliação preliminar apresentada, serão necessários cerca de 800 milhões de meticais para a reposição, reabilitação e reconstrução das infraestruturas afectadas.

Segundo o Secretário de Estado de Nampula, este cenário coloca pressão adicional sobre o orçamento de 2026 e reforça a necessidade de maior coordenação entre o nível provincial e os distritos na execução do novo Plano Económico e Social. Redacção

 

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