SOCIEDADE
Salas construídas pela Haiyu vão tirar 1000 crianças de salas improvisadas na escola de Inguri
Mais de mil crianças que actualmente estudam em salas improvisadas poderão passar a ter condições dignas de aprendizagem, graças à construção de quatro novas salas de aula financiadas pela empresa Haiyu Mozambique Mining, na Escola Básica de Inguri, no distrito de Angoche, na província de Nampula.
A infra-estrutura quase pronta, inserida no âmbito da responsabilidade social da empresa, surge como resposta a um cenário crítico, em que cerca de 12 turmas frequentam aulas em condições precárias, em espaços improvisados com chapas, sem carteiras e com elevado nível de calor e ruído.
Segundo o director da escola, Abdul Wahabi, a conclusão das novas salas permitirá reorganizar o funcionamento da escola e retirar centenas de alunos de ambientes inadequados.
“Estamos a falar de mais de 1000 crianças que poderão estudar em melhores condições. Hoje temos turmas a funcionar em salas de chapas, com muito calor, sem condições. Com estas quatro salas, vamos recuperar 12 turmas e melhorar significativamente o ensino”, afirmou.

Alunos assistem aulas em sala improvisada na Escola Básica de Inguri, em Angoche, enfrentando condições precárias de aprendizagem.
O responsável explicou que, actualmente, os alunos enfrentam dificuldades como falta de mobiliário, necessidade de sentar no chão e interferências sonoras entre turmas, devido à fragilidade das divisórias.
“As crianças entram limpas e saem sujas porque sentam no chão. Há muito ruído, porque as salas são separadas por chapas. É uma situação difícil, mas é a realidade que temos”, acrescentou.
Com a entrada em funcionamento das novas salas, a escola prevê uma melhoria significativa no ambiente de aprendizagem, com infra-estruturas mais adequadas e melhores condições para alunos e professores.
O director apelou à rápida conclusão e entrega das obras, destacando que a comunidade escolar tem feito esforços para preservar o património.
“Queremos que as salas sejam entregues o mais rápido possível. A comunidade está a cuidar das infra-estruturas, e é nossa responsabilidade garantir a sua preservação”, disse.
O projecto de ampliação da escola está avaliado em cerca de 18 milhões de meticais e conta com financiamento da empresa Haiyu Mozambique Mining. O investimento contempla a construção de quatro salas de aula, um bloco administrativo, instalações sanitárias e um muro de vedação, contribuindo para minimizar o défice de infra-estruturas escolares numa região onde ainda se regista escassez de salas de aula.
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