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ECONOMIA

Resultados do apuramento da PRM geram revolta, choros e tensão em Nampula

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A divulgação dos resultados do apuramento para o curso de formação da Polícia da República de Moçambique (PRM) provocou revolta, choros e um ambiente de forte tensão no Comando Provincial de Nampula, local onde as listas foram afixadas.

Os resultados, tornados públicos esta segunda-feira (5), desencadearam cenas de indignação entre os candidatos, com relatos de listas rasgadas, protestos verbais e familiares em lágrimas. Na sequência do tumulto, as listas voltaram a ser afixadas na manhã desta terça-feira, sem, contudo, acalmar os ânimos.

Muitos concorrentes afirmam desconhecer os critérios utilizados no apuramento, alegando terem investido tempo e recursos financeiros ao longo das várias fases do concurso, mas acabaram excluídos sem explicações claras.

Entre os descontentes está Felício, do distrito de Meconta, que diz sentir-se injustiçado por não constar na lista final, apesar de afirmar ter obtido 15 valores na entrevista. “Passei todas as fases e, mesmo assim, fiquei de fora. Há colegas que passaram com notas mais baixas. Não sei como isso aconteceu”, lamentou.

O clima de consternação foi agravado pela presença de familiares. Uma mãe, visivelmente abalada, deslocou-se ao comando provincial para reclamar a exclusão do filho. “Ele passou todas as fases, teve boa nota e hoje o nome não aparece. Estou muito mal”, disse, entre lágrimas.

Outro candidato, que preferiu não se identificar, considera que a limitação de vagas se transformou num grande problema e defende maior clareza no processo. “Deram-nos esperança de que iríamos todos passar, mas depois surgiram novas listas. Muitas pessoas ficaram de fora e isso deixou-nos tristes”, afirmou, acrescentando que todo o esforço financeiro feito acabou por não ter retorno. “Foi um investimento que acabou em nada. Se soubesse, não teria investido”, disse.

Apesar do ambiente generalizado de frustração, houve também manifestações de satisfação entre os candidatos apurados. Oliver Mamute, um dos aprovados, afirmou sentir-se recompensado pelo esforço. “Não foi fácil chegar até aqui, mas consegui. Estou feliz”, declarou.

Até ao fecho desta edição, a PRM ainda não se pronunciara publicamente sobre as queixas levantadas pelos concorrentes relativamente aos critérios do apuramento. Assane Júnior

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