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ECONOMIA

Resposta humanitária continua prioridade da ActionAid em Moçambique

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A ActionAid Moçambique reafirmou que a resposta humanitária continua a ser uma das suas principais prioridades, num contexto marcado por conflitos, deslocamentos internos, cheias, secas e crescente vulnerabilidade social em várias regiões do país.

A posição foi expressa pela Directora Executiva Interina da organização, Márcia Cossa, durante a abertura da 13.ª Reunião Anual de Coordenação Estratégica e de Parceria (RANCEP), onde destacou os desafios enfrentados pelas comunidades e a necessidade de manter o apoio humanitário, apesar da redução do financiamento internacional.

Segundo a responsável, a ActionAid continua a intervir nas províncias de Maputo, Sofala, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, com programas que combinam assistência humanitária com acções de empoderamento económico, protecção de raparigas e fortalecimento da resiliência comunitária.

“A questão da resposta humanitária é uma área bastante prioritária, mas ao nível global estamos a enfrentar um fechamento e redução de financiamento para ONGs. Isto obriga-nos a repensar estratégias para garantir a continuidade do apoio às comunidades”, afirmou Márcia Cossa.

A dirigente explicou que o contexto internacional tem levado grandes doadores a reorientar fundos para países em situação de conflito armado, o que afecta directamente países como Moçambique, que enfrentam múltiplas crises humanitárias, incluindo deslocamentos, insegurança alimentar e impactos das mudanças climáticas.

“Com o encerramento e redução de alguns programas, como aconteceu com a USAID e outras agências, muitos projectos foram afectados. Não é apenas a USAID. Outras agências governamentais também tendem a reduzir o financiamento, priorizando países em conflito”, sublinhou.

Apesar deste cenário, a ActionAid garante que continuará a apostar em modelos integrados de intervenção, que combinam assistência imediata com estratégias de médio e longo prazo, como o apoio a meios de subsistência, protecção social, capacitação económica e adaptação às mudanças climáticas.

De acordo com a organização, esta abordagem visa não apenas responder a emergências, mas também reduzir a dependência prolongada da ajuda humanitária, promovendo soluções sustentáveis que permitam às comunidades recuperar e fortalecer a sua autonomia.

Márcia Cossa destacou ainda que a sustentabilidade dos programas depende cada vez mais da diversificação das fontes de financiamento e do reforço de parcerias estratégicas, tanto a nível nacional como internacional.

“Estamos num momento em que precisamos de nos reinventar, fortalecer parcerias e procurar novas formas de financiamento, para garantir que as comunidades não fiquem desamparadas”, concluiu. Redacção

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