ECONOMIA
Polícia captura suspeitos do assassinato de super-agente em Nampula
Um dos três suspeitos morre durante diligências; outro diz que trabalhava com a vítima
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de três indivíduos suspeitos de envolvimento no homicídio do super-agente de carteiras móveis, ocorrido na noite de 14 de Janeiro, no bairro de Muhala-Belenenses, na cidade de Nampula, tendo confirmado ainda que um dos suspeitos morreu após ser alvejado durante as diligências policiais.
A corporação confirmou igualmente que continua no encalço de outros membros da quadrilha, que actuava armada e em motorizadas.
Falando à imprensa, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, explicou que, após o crime, a Polícia desencadeou várias diligências que culminaram com a captura dos suspeitos, actualmente sob custódia policial.
“No procedimento do caso ocorrido no passado dia 14 do corrente mês, onde tivemos registo de um homicídio de um super-agente de carteira móvel, foram detidos três indivíduos que neste momento encontram-se sob custódia policial”, afirmou.
Segundo a PRM, durante as diligências foi possível recuperar a pasta da vítima, que continha dois telemóveis subtraídos no dia do crime. A porta-voz acrescentou que o grupo actuava de forma organizada, utilizando motorizadas, máscaras e uma arma do tipo AK-47.
“Os indivíduos faziam-se transportar em motorizadas, mascarados e munidos de uma arma do tipo AK-47. Efectuaram alguns disparos contra a vítima e subtraíram vários bens, bem como um valor monetário não especificado”, explicou Rosa Chaúque.
No decurso das operações, a Polícia confirmou ainda que um dos suspeitos, que alegadamente estaria na posse da arma, tentou colocar-se em fuga juntamente com um comparsa.
“Durante as diligências, um dos indivíduos que se presumia portar a arma estava na companhia do seu comparsa. Este tentou empreender fuga e foi alvejado. Foi socorrido ao hospital, mas acabou por perder a vida a caminho da unidade sanitária”, referiu.
Detido diz que trabalhava com a vítima e nega envolvimento
Um dos indivíduos detidos no âmbito do assassinato do super-agente de carteiras móveis em Nampula afirmou que trabalhava com a vítima há cerca de cinco anos e negou qualquer envolvimento no crime, apresentando a sua versão dos factos às autoridades.
Segundo o seu relato, na noite do crime seguia de motorizada com o super-agente quando notaram que estavam a ser seguidos por suspeitos, incluindo um homem de máscara que simulava dificuldades na condução. Pouco depois, o grupo terá bloqueado a passagem e um dos indivíduos sacou uma arma de fogo, disparando contra a vítima, que tentou fugir mas acabou por cair e ser novamente atingida.
O detido afirmou que, por medo, não conseguiu prestar socorro imediato e só mais tarde se deslocou ao hospital, onde encontrou o seu superior já a receber assistência médica. Rejeitou ainda as acusações da Polícia, garantindo que não tinha qualquer ligação ao grupo criminoso. Redacção
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