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POLÍTICA

RENAMO recorda primeiras combatentes com marcha em Nampula

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Centenas de mulheres afectas à Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) marcharam este sábado (5) pelas ruas da cidade de Nampula, em celebração ao Dia da Mulher da RENAMO, uma data instituída para homenagear o papel histórico das primeiras combatentes do partido na luta pela democracia multipartidária.

A marcha partiu da delegação provincial do Partido e percorreu várias artérias da cidade, entoando cânticos e palavras de ordem em exaltação ao papel da mulher na construção do partido e na consolidação da liberdade em Moçambique.

Em declarações aos jornalistas, Eulália Oliveira, presidente da Liga Nacional das Mulheres da RENAMO, explicou o simbolismo da data. “Estamos a comemorar o dia 5 de Julho, o dia em que as primeiras mulheres combatentes entraram na luta pela democracia, na base de Macate, província de Manica. Por isso, esta data foi instituída como o Dia da Mulher da RENAMO em todo o território nacional”, afirmou.

Eulália deixou uma mensagem de encorajamento a todas as mulheres moçambicanas, apelando ao respeito pela democracia e pelo pluralismo. “O multipartidarismo faz bem a todos nós. A RENAMO é um partido-chave porque veio completar a independência nacional. Depois de 1975, o povo estava independente, mas não podia falar, não podia andar, havia maus tratos. Foi a RENAMO que lutou para que os moçambicanos e moçambicanas tivessem liberdade real”, sublinhou.

Questionada sobre os avanços dos direitos das mulheres, reconheceu progressos, mas defendeu que ainda há muito por conquistar. “Nas assembleias, vemos hoje um número considerável de mulheres, tanto a nível da República como nos municípios. Mas ainda não atingimos aquilo que queremos”, concluiu. Redacção

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