ECONOMIA
Reduzem “gatunos” e regressa paz no mercado do Waresta em Nampula
Utentes do mercado grossista do Waresta, o maior estabelecimento comercial da região Norte do país, localizado nos arredores da cidade de Nampula, entendem que aumentaram os níveis de segurança naquele local, reduzindo a onda de roubos.
Se no passado o registo de furtos e roubos naquele mercado era maior e preocupante, nos últimos dias pouco se regista, mercê das investidas em segurança, no interior assim como no exterior do mercado, por parte da edilidade no reforço de contingentes de polícias municipais que contam, também, com a cooperação dos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).
“A polícia faz um bom trabalho, por isso, há uma boa protecção aqui no mercado”, disse José António, vendedor de produtos alimentares no Waresta há 13 anos.
Moisés André, outro vendedor entrevistado pela nossa reportagem, recorda de momento tenebrosos por que passavam antes o exercício regular de patrulhamento no local.
“Comparando com meses passados, agora está normal, porque o número de polícias era reduzido. Agora com a polícia, pelo menos alguma coisa mudou, porque qualquer coisa que acontece quando se manda a polícia é fácil localizar o malfeitor”, disse.
Por sua vez, o chefe do mercado Waresta, Santos João, confirmou a redução de criminalidade no mercado, e justificou que tal deve-se à estreita colaboração entre os vendedores com a Polícia da República de Moçambique e a Polícia Municipal.
“Isso é graças a um trabalho de equipa, porque trabalho em equipa sai melhor. Por exemplo, recentemente pegamos 3 gatunos que roubavam telefones, tendo sido encaminhados para o posto policial. Primeiro temos a comissão do mercado que é composta de cinco pessoas que trabalham ao nível de todo mercado, depois temos a Polícia Municipal que faz o mesmo trabalho e a Polícia da República. Os roubos podem acontecer, mas não de uma forma constante como as coisas aconteciam”, explicou.
“Há muito tempo não havia coordenação entre os chefes dos mercados e a própria polícia, mas agora é uma equipa, e fica mais fácil. Antigamente o gatuno vinha ali, pegava alguém, tirava-lhe algo à força, agora não, já temos a protecção a partir da entrada,” sublinhou Saíde João.
O comandante da Polícia Municipal, Salimo Assane, orgulha-se e diz que a redução da criminalidade é fruto dos esforços da sua corporação.
“Posso mesmo aqui afirmar que de Abril para cá, desde que tomei a dianteira, não temos registado casos de furtos, roubos, muito menos nos armazéns dos agentes económicos, após alocarmos efectivos para o mercado. Os mercados, enquanto pontos estratégicos de interesse económico do município, os quais são vectores da colheita de receita, temos colocado diariamente elementos da polícia municipal, principalmente no período nocturno”. Vânia Jacinto
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