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SOCIEDADE

Recuo autoritário: Polícia proíbe manifestação e diz que país precisa de “recuperação, não protestos”

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Numa decisão polémica e considerada autoritária por activistas, a Polícia da República de Moçambique (PRM) entregou esta sexta-feira, por volta das 15h30, uma carta a proibir a manifestação pacífica marcada para amanhã, sábado, 31 de Maio, na cidade de Nampula. No documento, assinado pelo comandante distrital de Nampula, Momade Tauacale, a corporação afirma que “não é tempo de manifestações, mas de recuperação da economia”.

A carta, com a referência 04/CDPRM-NPL/2025, justifica a proibição com base em alegados riscos à ordem pública, evocando o ambiente de insegurança e criminalidade que se seguiu às manifestações pós-eleitorais. Segundo a PRM, a realização do protesto poderá causar “prejuízos irreparáveis a curto e médio prazo à economia nacional”.

“Diante dos factos e considerando os efeitos que a referida manifestação poderá causar, sugerimos aos interessados que aguardem momento oportuno. Sem mais, subscrevemo-nos com elevada estima e consideração. Pela Lei e Ordem, as Ordens!”, lê-se no despacho oficial.

Os organizadores, rejeitam a legitimidade da decisão policial e argumentam que a PRM não tem competência legal para autorizar ou proibir manifestações. “A função da polícia é comunicar e aconselhar, não decidir”, dizem. Segundo os activistas, quem deveria pronunciar-se formalmente era o Município de Nampula – entidade que, até às 15h30, permanece em silêncio.

Apesar da tentativa de bloqueio, os activistas garantem que a manifestação vai mesmo acontecer. A concentração está marcada para as 08h00 no mercado Waresta, seguindo um itinerário que inclui várias avenidas e termina no terminal de transporte da zona de Muhala Expansão. Faizal Raimo

 

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