POLÍTICA
PR desafia novos oficiais a reforçar combate ao terrorismo no Norte do país
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, instou esta segunda-feira (15), em Nampula, os novos graduados da Academia Militar Marechal Samora Machel a assumirem, com responsabilidade e profissionalismo, a missão de defender o país e enfrentar as novas ameaças à segurança nacional, com destaque para o terrorismo, sobretudo nas províncias de Cabo Delgado, Nampula — com incidência nos distritos de Eráti e Memba — e Niassa, na zona de Mecula.
“Moçambique espera que este grupo de graduados influencie positivamente a balança do combate contra o terrorismo em Cabo Delgado, nesta nossa província de Nampula, principalmente em Eráti e Memba, e na província de Niassa, na zona de Mecula, em defesa de todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo”, afirmou o Chefe do Estado.
Falando durante a cerimónia de graduação, Daniel Chapo sublinhou que, no ano em que Moçambique celebra 50 anos da Independência Nacional, a Academia Militar Marechal Samora Machel representa uma das mais sólidas conquistas do país e um símbolo da liberdade e da soberania do povo moçambicano.
Para além do terrorismo, o Presidente da República alertou que os desafios actuais de segurança vão muito além das ameaças armadas tradicionais, exigindo respostas inteligentes, firmes e baseadas na ciência.
“O terrorismo, os crimes cibernéticos, o tráfico de drogas e de seres humanos, a pirataria marítima, a imigração ilegal e os impactos das mudanças climáticas, incluindo o branqueamento de capitais, exigem respostas inteligentes, baseadas na ciência, mas também respostas firmes, assentes no fortalecimento da nossa Defesa Nacional”, declarou.
Daniel Chapo destacou ainda que a integração dos novos graduados nos quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) acarreta uma responsabilidade acrescida, nomeadamente a defesa da soberania nacional, da integridade territorial, da independência e da liberdade do povo moçambicano.
“Honrem o legado da Geração de 25 de Setembro, assente na cidadania, no patriotismo, na bravura, na lealdade e na obediência, sem nunca abdicar da criatividade, da iniciativa e da capacidade de adaptação no terreno. Respeitem rigorosamente as convenções internacionais sobre os direitos humanos, cultivem relações saudáveis com as populações e reforcem a confiança e a legitimidade das Forças Armadas junto da sociedade”, apelou.
O Presidente da República defendeu, a necessidade de uma gestão criteriosa dos recursos públicos e da manutenção de uma relação próxima e saudável com as comunidades, como forma de consolidar a confiança social e reforçar a legitimidade das Forças Armadas no cumprimento da sua missão.
Respeito pelos direitos humanos aos novos oficiais militares em Nampula
O Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança exortou igualmente os novos oficiais a pautarem a sua actuação pelo respeito rigoroso dos direitos humanos e pela construção de relações de confiança com as populações, sublinhando que a legitimidade das Forças Armadas depende, em grande medida, do seu comportamento no terreno.
Daniel Chapo defendeu que o reforço da capacidade militar do país deve caminhar lado a lado com a ética, a disciplina e o respeito pelas convenções internacionais, sobretudo num contexto em que Moçambique enfrenta desafios complexos de segurança, incluindo o terrorismo e o crime organizado.
Ao dirigir-se directamente aos graduados, o Presidente apelou para que exerçam a autoridade com responsabilidade e proximidade social, lembrando que a actuação das Forças Armadas deve contribuir para a protecção da vida, da dignidade humana e da ordem constitucional, reiterando que o cumprimento da missão militar exige coragem, prontidão operacional e respeito pelos valores fundamentais do Estado moçambicano. Vânia Jacinto
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