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ECONOMIA

PODEMOS presta apoio a trigémeos nascidos sem assistência médica em Lalaua

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Deputados do partido PODEMOS, no círculo eleitoral de Nampula, prestaram apoio humanitário a três recém-nascidos de uma família em situação de vulnerabilidade no posto administrativo de Meruasse, distrito de Lalaua, após os bebés terem nascido sem qualquer assistência médica.

A acção teve lugar na quarta-feira, 11 de Fevereiro, depois de membros da comunidade local denunciarem o caso dos trigémeos, nascidos a 27 de Janeiro no interior da residência da família, que já tem dez filhos.

O apoio consistiu na entrega de fraldas, leite para recém-nascidos e outros bens de primeira necessidade, numa tentativa de minimizar as dificuldades imediatas enfrentadas pelo agregado familiar.

Segundo o deputado Armando Joaquim, representante da bancada do PODEMOS em Nampula, a decisão de intervir surgiu após a circulação de imagens da situação da família. “Partilharam-nos as imagens e sentimos que deveríamos aproximar-nos e dar o nosso calor. Estamos a falar de uma comunidade onde não há hospital, e esta mãe fez todo o sacrifício em casa. Isso preocupou-nos bastante”, afirmou.

Deputado Armando Joaquim, representante da bancada do PODEMOS em Nampula

O parlamentar descreveu o quadro como preocupante. “As crianças nasceram numa família extremamente pobre. Até agora não tinham fraldas; estavam apenas envolvidas em capulanas que a mãe rasgou para tentar cobri-las. É uma situação que exige a atenção de todos”, declarou.

Durante a visita, Armando Joaquim criticou a ausência de infraestruturas de saúde na região. “Uma família que já vive em condições difíceis, com dez filhos, é obrigada a enfrentar um parto de trigémeos sem assistência médica. Estamos em pleno século XXI. O distrito tem população, contribui para o Estado e merece respeito. O Governo tem de sentir que Lalaua também é Moçambique”, sublinhou.

O deputado reconheceu, contudo, que o apoio prestado não resolve os problemas estruturais da região. “Não viemos assumir tudo. Trouxemos aquilo que conseguimos — fraldas, leite e algum apoio imediato. Mas o principal é chamar a atenção: não podemos continuar a aceitar que comunidades inteiras fiquem isoladas, sem hospital, sem estrada e sem resposta social”, frisou.

Emocionado, o chefe da família, António Damião, agradeceu a ajuda recebida. “Estou muito agradecido por esta ajuda, porque é a primeira vez que recebo apoio. Recebi bens que eu não conseguia ter”, afirmou.

A mãe dos trigémeos, Caseliza Cesária, relatou que o parto ocorreu em casa por falta de meios para se deslocar à unidade sanitária, uma realidade comum entre mulheres da região. “Não tenho muito a dizer, a não ser agradecer, porque não tinha nada. Os bebés nasceram aqui e, dias depois, fui ao hospital. Disseram que estavam bem, mas eu não estou bem. Sinto dores por todo o corpo”, contou. Vânia Jacinto

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