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ECONOMIA

Oikos cria alternativas de renda para aliviar pressão sobre o mar na Ilha de Moçambique

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O distrito da Ilha de Moçambique testemunhou, recentemente, a entrega oficial de dois empreendimentos comunitários pela Oikos – Cooperação e Desenvolvimento. Trata-se de um aviário, instalado em Sanculo, e de um restaurante, localizado na ilha insular, ambos entregues a grupos de mulheres organizadas em Conselhos Comunitários de Pesca (CCP).

A iniciativa surge no âmbito do projecto “Okhapelela – Promoção da Conservação Marinha através da Co-gestão Comunitária”, que visa reduzir a pressão sobre os recursos marinhos, ao mesmo tempo que promove alternativas económicas para as comunidades que tradicionalmente vivem da pesca.

Grupo de mulheres do CCP de Sanculo celebra a inauguração do aviário comunitário, entregue pela Oikos como alternativa sustentável de renda.

Segundo a Oikos, a dependência quase exclusiva dos recursos do mar tem colocado em risco os ecossistemas locais, agravados pelas alterações climáticas e pela crescente procura. O apoio a novas actividades económicas é considerado estratégico para garantir tanto a segurança alimentar como a sustentabilidade da pesca artesanal.

No caso de Sanculo, o aviário comunitário arrancou com resultados imediatos. No próprio dia da inauguração, o grupo de mulheres conseguiu vender 200 frangos a 350 meticais cada, arrecadando um total de 70 mil meticais. O valor gerado mostrou o potencial económico do projecto e incentivou a comunidade a investir com maior dedicação.

A administradora do distrito da Ilha de Moçambique visita o interior do aviário comunitário, onde decorre já a criação de frangos para comercialização.

Já na ilha insular, o restaurante comunitário foi concebido para funcionar como um espaço de convívio, gastronomia e geração de rendimentos, aproveitando a afluência turística da região. O objectivo é que os lucros sejam aplicados na melhoria das condições de vida da comunidade e na promoção da gestão sustentável dos recursos marinhos.

O projecto é financiado pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua (IP), com implementação da Oikos em parceria com a associação cultural Luarte e as autoridades locais, incluindo os Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) e o Conselho Municipal da Ilha de Moçambique.

Na cerimónia de inauguração, a administradora distrital da Ilha de Moçambique, Josina Taipo, enalteceu a importância da iniciativa e apelou à comunidade para usar os recursos de forma responsável. Por sua vez, o presidente do Conselho Municipal, Momade Ali, parabenizou a Oikos pelo contributo e encorajou os beneficiários a aplicarem os lucros dos negócios na gestão sustentável do mar.

Assinando termos de entrega e responsabilidade, promotor ambiental da Oikos, directora do SDAE e Presidente do CCP de sanculo.

O acto incluiu a assinatura de termos de entrega e responsabilidade entre o SDAE, o CCP de Sanculo e a Oikos, garantindo gestão comunitária e transparente dos empreendimentos.

Com estas iniciativas, a Oikos reforça a sua estratégia de trabalhar lado a lado com as comunidades costeiras de Nampula, oferecendo alternativas viáveis de rendimento e contribuindo para a protecção dos ecossistemas marinhos. O desafio agora é garantir que os novos empreendimentos sejam bem geridos, de modo a criar empregos, gerar lucros sustentáveis e aliviar a pressão sobre a pesca artesanal. Redacção

 

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