SOCIEDADE
Novo comandante da PRM apresentado em Mogovolas com promessa de restaurar ordem
Dois dias após a tomada de posse restrita realizada na sexta-feira (05), o governo distrital de Mogovolas aproveitou as celebrações do Dia da Vitória para apresentar publicamente o novo comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), João Manuel Rocha. As autoridades locais esperam que a nova liderança ponha fim à insegurança que tem marcado o distrito.
A administradora distrital, Felisberta Armando Joaquim, manifestou optimismo com a nomeação e disse acreditar numa redução drástica da criminalidade. “Esperamos a colaboração da população para que juntos consigamos minimizar a situação de criminalidade ao nível do nosso distrito. Pensamos que com o novo comandante poderemos reduzir, e se possível, eliminar estes índices”, afirmou.

Administradora distrital, Felisberta Armando Joaquim
Acrescentou que já foram criados mecanismos para reforçar a ordem e a tranquilidade em Mogovolas. “Foi criada uma comissão distrital composta por representantes de partidos políticos, líderes religiosos, agentes económicos e membros do governo. Juntos vamos gerir esta questão que tanto preocupava a população de Mogovolas”, concluiu.
O novo comandante comprometeu-se a trabalhar em estreita colaboração com os cidadãos, salientando que a segurança só será alcançada com o envolvimento da comunidade. “Tudo faremos ao que estiver ao nosso alcance com a colaboração da população do distrito de Mogovolas, porque se esta colaboração falhar nós também falharemos. A segurança não se faz de forma individual, ela é construída de forma conjunta, e é com o povo que nós estamos aqui disponíveis para trabalhar”, disse.
Rocha garantiu ainda que irá transformar as preocupações dos residentes em orientações para a acção policial. “Nós vamos colher as sensibilidades e, com base nelas, transformá-las em matrizes de orientação. Vamos evitar tudo que mancha o nosso trabalho e seguir rigorosamente os caminhos que a lei nos estabelece. Esta é a nossa aposta: trabalhar com fundamentos e critérios legais”, frisou.
Desde 2024, Mogovolas tem sido palco de sucessivos crimes, em que a desinformação sobre a cólera e o pretexto de manifestações foram usados como cobertura para actos de violência. Empresários foram mortos e assaltados, minas em funcionamento atacadas e quantidades avultadas de minérios roubadas, alegadamente por manifestantes, num cenário de instabilidade e medo.
Investigações apuradas pelo Rigor indicam que esses episódios estavam ligados a um esquema que envolvia autoridades policiais. Há dois meses, cinco agentes, incluindo o então comandante distrital e o chefe das operações, foram detidos sob acusação de roubo de ouro a um empresário. Contudo, após beneficiarem de liberdade, regressaram aos cargos, gerando indignação popular. A substituição das duas chefias só foi efectivada na semana passada, depois de fortes pressões da comunidade. A administradora distrital confirmou que a população exigiu mudanças devido à conduta duvidosa da anterior liderança policial e sublinhou que agora se espera maior colaboração dos cidadãos para pôr cobro à onda de insegurança. Assane Omar
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