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ECONOMIA

No Dia do Refugiado: Secretário de Estado defende convivência pacífica e autossustentação em Maratane

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O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, apelou esta sexta-feira (20) à promoção de uma convivência pacífica e solidária entre refugiados e comunidades locais, durante as celebrações do Dia Mundial do Refugiado, assinalado no Centro de Refugiados de Maratane.

Falando aos jornalistas, Plácido Pereira destacou os desafios associados à integração social e económica dos refugiados, sublinhando a urgência de desenvolver pequenas indústrias locais para evitar o desperdício de alimentos, como o tomate, cuja produção tem vindo a crescer significativamente em Maratane.
“Temos de começar a pensar em pequenas maquinetas para tratar este tomate e evitar que se perca. E que isso seja feito não só pelos refugiados, mas também pelas comunidades moçambicanas. A represa que foi construída aqui deve beneficiar os dois lados. Isso ajuda a evitar conflitos”, afirmou.

Refugiados de Maratane cultivam tomate em grande escala, apesar da escassez de meios para escoamento e conservação

O Secretário de Estado reconheceu que persistem tensões no acesso à terra agrícola, especialmente nas machambas, onde processos recentes de redistribuição têm gerado percepções de exclusão por parte das comunidades locais. “Há que garantir uma gestão justa do território para que todos se sintam incluídos”, advertiu.

Plácido Pereira reiterou que o eventual regresso dos refugiados aos seus países de origem deve obedecer às normas internacionais e considerar as reais condições de segurança e dignidade. “Não se pode repatriar obrigatoriamente alguém para um país onde os seus direitos possam ser violados. Muitos refugiados aqui em Nampula já estão integrados e não pretendem regressar.”

O governante explicou ainda que, num contexto de redução da assistência humanitária — como o fim do apoio alimentar por parte do Programa Mundial de Alimentação (PMA) —, torna-se essencial reforçar a autossuficiência das famílias acolhidas.
“A assistência tem limites. O caminho é produzir, criar sustento próprio e deixar de depender da ajuda externa”, concluiu.  Faizal Raimo

 

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