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Nampula vai recensear cerca de 23 mil mancebos em 2026

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A província de Nampula prevê recensear 23.004 jovens durante o ano de 2026, no âmbito do recenseamento militar obrigatório, dos quais 15.499 são do sexo masculino e 7.505 do sexo feminino.

A informação foi avançada pela delegada provincial do Centro de Recrutamento e Mobilização de Nampula, Delfina Antônio, que se mostrou confiante no cumprimento da meta, tendo em conta os resultados alcançados no ano anterior.

“Esperamos superar os números do ano passado, pois em 2025 conseguimos recensear mais de 26 mil jovens. O recenseamento militar é importante porque, em muitos casos, a declaração militar é exigida para o ingresso na universidade, acesso a emprego no aparelho do Estado ou obtenção da carta de condução”, explicou.

A responsável esclareceu que o recenseamento militar não implica ingresso imediato nas Forças Armadas, tratando-se apenas do cumprimento de um dever cívico e legal.

delegada provincial do Centro de Recrutamento e Mobilização de Nampula, Delfina Antônio.

Entre os principais desafios enfrentados pelo sector, Delfina Antônio apontou a falta de infra-estruturas adequadas para o funcionamento de alguns postos de recenseamento, sobretudo no distrito de Liúpo, situação agravada pelas chuvas e por períodos de tensão política. “Em alguns postos administrativos não dispomos de locais apropriados para o nosso trabalho, mas estamos a procurar soluções para minimizar o impacto”, referiu.

A delegada apelou aos jovens abrangidos para que aproveitem o período em curso, lembrando que o recenseamento ocorre apenas uma vez por ano. “Quem não se recensear agora terá de aguardar até ao próximo ano”, advertiu.

Estão abrangidos pelo processo os jovens que completam 18 anos entre Janeiro e Dezembro de 2026, bem como cidadãos até aos 35 anos de idade que não tenham efectuado o recenseamento em anos anteriores, devendo dirigir-se aos postos das suas zonas de residência.

Por fim, Delfina Antônio reafirmou que todo o processo é gratuito, incluindo o recenseamento, a inspecção militar e a eventual incorporação, apelando à denúncia de qualquer tentativa de cobrança. “O recenseamento não se paga, a inspecção não se paga e a incorporação também não se paga. Qualquer cobrança é ilegal e deve ser denunciada”, concluiu.

Ao nível nacional, prevê-se que mais de 221 mil jovens sejam abrangidos pelo Recenseamento Militar de 2026, que teve início oficial a 5 de Janeiro e tem término previsto para 29 de Fevereiro.Vânia Jacinto

 

 

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