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ECONOMIA

Nampula lança 29.ª campanha de recenseamento militar com apelo ao dever cívico

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O Governo da província de Nampula lançou a 29.ª Campanha de Recenseamento Militar, que decorre de 2 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2026, num contexto marcado por desafios à segurança nacional, incluindo a luta contra o terrorismo e a necessidade de reforço da paz e da soberania do país.

O lançamento foi orientado por Plácido Nerino Pereira, Secretário de Estado na província de Nampula, no Posto Administrativo de 7 de Abril, localidade de Nacavala, distrito de Meconta, onde sublinhou que o recenseamento militar constitui um dever cívico e um acto de patriotismo, reafirmando o papel histórico da juventude moçambicana na defesa da pátria.

Sob o lema “Recenseamento Militar engajando jovens aos serviços da pátria para o fortalecimento da paz e da soberania nacional”, a campanha visa recensear cidadãos de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, incluindo os jovens que atingem 18 anos em 2026 e aqueles que, tendo idade legal, não se recensearam em anos anteriores.

De acordo com os dados apresentados, a província de Nampula tem como meta recensear 23.004 jovens, dos quais 15.499 do sexo masculino e 7.505 do sexo feminino, reflectindo a aposta do Governo na inclusão da juventude feminina no cumprimento das obrigações cívico-militares.

Para assegurar o processo, foram criados 136 postos de recenseamento militar, sendo 126 fixos e 10 móveis, localizados nas sedes distritais, secretarias administrativas, localidades, autarquias, escolas e outros órgãos da administração pública, de modo a garantir maior cobertura territorial.

Apesar dos constrangimentos impostos pela época chuvosa e ciclónica 2025–2026, que tem afectado a transitabilidade de várias estradas da província, o Secretário de Estado apelou aos jovens para se dirigirem aos postos de recenseamento e cumprirem com o seu dever cívico, sublinhando que o recenseamento militar é essencial para a organização da defesa nacional.

Juventude assume compromisso de mobilização

 

Jovem exibe a cédula de recenseamento militar após o acto de lançamento da campanha, dirigido pelo Secretário de Estado na província de Nampula.

Falando em representação dos mancebos presentes no acto, um dos jovens afirmou que a juventude acolheu com satisfação o lançamento da campanha e comprometeu-se a aderir activamente ao processo.

“É com alegria que tomamos parte no lançamento da campanha de recenseamento militar do ano de 2026. O recenseamento militar é obrigatório para todos nós que nascemos em 2008, bem como para os nossos irmãos que não o fizeram nos anos anteriores, desde que não tenham ultrapassado os 35 anos de idade. Trata-se do cumprimento do nosso dever cívico. O não recenseamento implica irregularidade da situação militar e pode trazer vários constrangimentos”, afirmou.

O jovem acrescentou que a juventude está consciente da importância do recenseamento para a vida cívica e profissional.

“Como jovens, comprometemo-nos, perante Sua Excelência, a participar activamente neste processo e a mobilizar outros para aderirem de forma massiva. Para o acesso ao emprego, à carta de condução e ao ingresso no ensino superior, é exigida a apresentação de um documento que comprove a situação militar regularizada, o que só é possível mediante o recenseamento”, sublinhou.

Segundo o mancebo, participar no recenseamento militar representa também um gesto de respeito pelos valores históricos do país.

“Participar no recenseamento militar é valorizar os ideais daqueles que deram as suas vidas pela pátria e pela soberania nacional”, concluiu.

No mesmo pronunciamento, Plácido Nerino Pereira apelou ainda à vigilância comunitária, encorajando a população a denunciar às autoridades locais qualquer movimentação suspeita que possa pôr em causa a ordem, a tranquilidade pública e a segurança das comunidades, no contexto da prevenção do terrorismo e de outros males que afectam a sociedade.

O recenseamento militar é gratuito e permite ao cidadão regularizar a sua situação militar, condição necessária para concorrer ao ingresso no aparelho do Estado, nos municípios, nas Forças Armadas, na PRM e em outras instituições públicas, incluindo universidades do Estado, evitando igualmente sanções previstas na lei. Redacção

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