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SOCIEDADE

Nampula: Corredor do tráfico de drogas com 1.400 jovens em tratamento

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Secretário de Estado alerta para a vulnerabilidade costeira e crescimento alarmante do consumo entre a juventude

Os dados estatísticos apresentados pelo Governo Provincial durante o encerramento da quinzena de luta contra o tráfico e consumo de drogas revelam uma escalada preocupante do fenómeno na província de Nampula.

Entre Janeiro e Junho de 2025, foram apreendidos 219,5 quilogramas de drogas diversas em operações conduzidas pelas autoridades, dos quais 161 kg já foram incinerados. Este número representa um aumento considerável em relação a anos anteriores e aponta para um sistema de tráfico mais activo.

Mais alarmante ainda é o crescimento do número de utentes em seguimento nas unidades sanitárias: passou de 474 no primeiro semestre de 2024 para 1.402 em igual período de 2025. O aumento de quase 200% levanta sérias preocupações sobre o acesso e a dependência de substâncias psicoactivas por parte da população, especialmente entre os jovens.

O Secretário de Estado, Plácido Pereira, alertou que a localização geográfica da província, junto à costa do Oceano Índico, torna Nampula particularmente vulnerável ao estabelecimento de corredores para o tráfico e consumo ilícito de drogas.

“Preocupam-nos os indicadores dos distritos de Nacala-Velha, Nacala-Porto, Mossuril, Ilha de Moçambique, Nampula e Mogincual, para onde devemos concentrar as nossas atenções, com vista a estancar o fenómeno e reduzir o número de usuários de drogas”, referiu.

Durante a quinzena, foram realizadas 368 palestras em bairros e escolas, abrangendo cerca de 18.991 pessoas, além da formação de 606 activistas comunitários que irão reforçar as acções de sensibilização nas comunidades.

“A droga ilícita, ao entrar nas nossas comunidades, aprofunda a vulnerabilidade social, aumenta o risco de doenças como o HIV/SIDA e compromete o futuro de toda uma geração”, alertou Plácido Pereira.

Apesar dos esforços, o Governo reconhece que os desafios persistem e que os números exigem uma resposta coordenada, sustentada e multissectorial. O compromisso, segundo o Secretário de Estado, é com uma luta sem tréguas, que envolva instituições públicas, privadas, comunidades e lideranças locais. Redacção 

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